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Ao todo, 5 bancos já cederam mais de R$130 bilhões em crédito como forma de auxílio emergencial.

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Até o momento, alguns dos maiores e mais tradicionais bancos do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Santander e Caixa, já emprestaram R$130 bilhões de um total de R$200 bilhões para pessoas físicas e empresas. Certamente, esse volume foi gerado pela crise causada pelo coronavírus. 

O presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney Ferreira, disse, em uma entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, que essa pandemia gerou uma super demanda por crédito. Isso porque, com a quarentena, a maior parte da população está em casa e, com isso, diminuiu o consumo e consequentemente a produção. 

A causa da demanda por crédito

Com a baixa do consumo, as empresas estão sem faturamento e assim suas contas começam a apertar. Então, para ter dinheiro suficiente para sobreviver a essa crise, muitas empresas estão pegando empréstimos com os bancos. 

Ferreira afirmou ainda que há uma fila com 500 mil a 700 mil pedidos aguardando para serem analisados. O Estado de São Paulo mostrou ainda que, em um levantamento feito pela Febraban, esses 5 bancos tradicionais já receberam mais de 2 milhões de solicitações de renegociação de dívidas, o que vale por volta de R$200 bilhões (somando os saldos devedores dos pedidos).

Entretanto, a Febraban não informou a quantidade desses pedidos que foi aceita pelos bancos. 

Desde quando as medidas foram anunciadas pelos bancos, os números mudam “o tempo todo”, segundo Ferreira. Acima de tudo, entenda que a medida dos bancos de adiamento do pagamento de parcelas está ocorrendo por 2 ou 3 meses, mas pode ser postergada dependendo da situação da pandemia ao longo desse prazo. 

“Não está havendo ‘empoçamento’ de liquidez, mas demanda elevada por crédito” disse Ferreira, que assumiu a presidência da Febraban no final do último mês. “O que torna essa crise bem diferente da crise de 2008. Mas seguiremos trabalhando para prover liquidez e crédito”, acrescentou.

Paulo Guedes, ministro da Economia, informou, no sábado, que haveria um “quadro de empoçamento”, que atrapalha o dinheiro a chegar no bolso de quem precisa. 

Com a pandemia e consequente crise, os bancos estrangeiros pararam de investir no Brasil, o que tornou o capital disponível para empréstimo mais raro. Entretanto, Ferreira afirmou que há uma parceria acontecendo entre o governo, o Banco Central e os maiores bancos do país para cederem o crédito necessário para não deixarem o país (e suas empresas) afundarem. 

Veja mais atitudes dos bancos para ajudar a economia do país

Neon e Inter aumentam prazos e cortam juros do cartão de crédito

Dois grandes bancos digitais melhoraram suas condições para facilitar a vida de seus clientes. Esses bancos são o Neon e o Inter. Primeiramente, ambos adiaram o pagamento de parcelas para seus clientes por dois meses. Além disso, sobre cada um:

Inter: mais importante, o Inter (junto da construtora mineira MRV) doaram R$10 milhões para a compra de respiradores pelo Estado de Minas Gerais. Além disso, o prazo para pagamento de fatura do cartão aumentou para 60 dias. 

Neon: acima de tudo, o Neon cortou pela metade as taxas de cartão de crédito. Suas taxas foram de 12,9% ao mês para 5,9% apenas. Além disso, agora, quem é cliente deles pode parcelar a fatura do cartão em até 24x. 

Quer saber em detalhes o que cada um desses bancos está fazendo? Clique abaixo!

Bradesco e Itaú criam linha de crédito para pagamento de folha salarial 

Certamente, os bancos não querem que seus clientes estejam sem dinheiro, não é? Então, se muitos de seus clientes são funcionários, e as empresas estão tendo que demitir esses funcionários por não terem como arcar com seus salários, por que não ajudar as empresas e, assim, ajudar os funcionários?

Foi com esse pensamento que o governo publicou uma Medida Provisória (944) na qual uma linha de crédito especial foi criada para ajudar pequenas e médias empresas a manterem seus empregados. 

No Itaú, esse plano está disponível desde o dia 07/04, e disponibiliza crédito para empresas que tenham faturado de R$360 mil a R$10 milhões em 2019, exceto se pertencerem a um conglomerado que exceda esse valor.  

Além disso, o banco está dando 6 meses de carência para a primeira parcela, 30 meses para pagar e juros fixos em 3,75% ao ano. 

Já o Bradesco vai oferecer crédito para empresas na mesma faixa de faturamento que o Itaú, porém, darão 36 meses de prazo. Outro ponto é que o crédito deve pagar até 2 salários mínimos por funcionário. 

Certamente, caso o salário do empregado seja maior que isso, o restante deve ser pago pela empresa contratante. 

Para saber em detalhes tudo o que o Bradesco e o Itaú vêm fazendo para ajudar as empresas e funcionários, clique abaixo.

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