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Crise causada pelo coronavírus está fazendo com que milhares peçam pausa ou adiamento das parcelas de imóveis novos. Entenda melhor aqui.

A quarentena (e consequente crise) do coronavírus reduziu drasticamente a renda de milhões de brasileiros. Desses milhões, muitos estavam pagando parcelas de imóveis, lotes ou financiamentos. Porém, se o dinheiro está curto até para questões básicas, como continuar pagando por esse imóvel?

Sobre renegociar no mercado imobiliário

O setor imobiliário volta a enfrentar questões antigas desse mercado: os chamados distratos, gíria criada por empresas para descrever a devolução de imóveis comprados na planta.

Esse jargão é conhecido entre esse setor por causa da crise de 2014 e suas consequências sobre esse mercado, que teve recorde no volume de devoluções.

Porém, agora que a crise causada pelo coronavírus está apertando, muitas pessoas estão sem condições de continuar pagando suas parcelas e já estão entrando em contato com construtoras para poder renegociar as condições de pagamento dos imóveis e terrenos.

Sobre as solicitações para renegociar

Acima de tudo, os pedidos de rescisão de contrato ainda são raros. Porém, as empresas entendem que, se piorar a situação, os distratos devem aumentar com certeza.

Um exemplo de alguém que está passando por isso é Alex Agostini, economista da Austin Rating, que teve seu salário reduzido em 25% por causa do covid-19.

Além disso, ele falou em entrevista ao portal InfoMoney: “A empresa onde trabalho reduziu os salários como forma de preservar empregos. O mercado financeiro está um caos, e as operações diminuíram”. Agostini disse ainda: “Então pedi uma revisão do contrato. Não estou querendo me aproveitar da situação. É uma medida preventiva”.

Mais importante é que a construtora afirmou que, até então, o fluxo de parcelas se manterá, mas que analisarão a situação.

O diretor de Relações com Investidores da Eztec, Emilio Fugazza, mostrou que está ciente do que pode vir a se tornar o mercado. “Até agora, o problema não se aprofundou. Mas, quanto pior a crise, pior será esse problema” comentou.

A empresa vem recebendo diversos pedidos de seus clientes para adiar as parcelas e, também, diluir o valor das próximas faturas no saldo devedor, além de outras atitudes que os ajudem a conseguirem pagar com o tempo, sem se enrolarem em taxas e prazos.

Acima de tudo, a Eztec disse que vai ajudar seus clientes prejudicados, desde que comprovem perda de renda gerada pela crise.

Entretanto, com boa parte de sua operação rodando através de home office, os pedidos mais novos ainda não foram respondidos.

“Ainda precisamos de um tempo para dar andamento a essas renegociações”, afirma Fugazza.

Perfis

Jorge Cury, presidente da Trisul, afirma ter identificado duas vertentes de pessoas com esse problema em relação aos imóveis.

Primeiramente, são os clientes de imóveis de preço mais elevado, ou seja, de alto padrão (maiores a R$650 mil), que querem renegociar as parcelas.

Além deles, há os de médio padrão (que variam de R$250 mil e R$650 mil), que já começaram a solicitar o distrato.

“A amostragem é pequena, pois a crise veio há apenas duas semanas, mas a tendência é que esses distratos se acentuem. A classe média vinha se recuperando, mas muita gente vai perder emprego e profissionais autônomos vão perder renda”, calcula Cury.

Disse ainda: “Vamos buscar um rearranjo. E nós faremos sem multa e juros, porque temos interesse em manter a venda.”

Na empresa Setin, a quantidade de solicitações de distratos ainda é pequena, mas já começam a ver crescimento nas solicitações de renegociação.

“Foi pequeno em março, mas para abril as renegociações podem chegar a 10% da carteira de clientes”, comentou o CEO da construtora, Antônio Setin.

O mais importante, segundo ele, é conseguir identificar as solicitações que forem ilegítimas.

“Desta vez, entendemos que as pessoas serão afetadas de verdade. Vamos dar um espaço para que elas ajeitem sua situação. Já na crise iniciada em 2014, 80% dos distratos da Setin eram de especuladores que compraram até cinco apartamentos e decidiram desfazer o negócio quando não tiveram o retorno esperado”, lembra.

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