18/12/2025
18h24
Aluguel de ações

Investidores que buscam novas formas de rentabilizar a carteira podem se surpreender com o potencial do aluguel de ações, uma prática simples e cada vez mais acessível no mercado brasileiro. Mesmo quem adota uma estratégia conservadora pode utilizar esse recurso para aumentar os ganhos sem vender seus ativos.

Ao permitir que terceiros utilizem temporariamente suas ações, o investidor continua dono dos papéis e recebe uma remuneração por isso. Essa renda adicional pode complementar dividendos e ajudar a melhorar o desempenho da carteira no longo prazo.

O que é e como funciona na prática?

O aluguel de ações acontece quando o investidor autoriza sua corretora a emprestar seus papéis a outros participantes do mercado. Esses tomadores geralmente são investidores que apostam na queda do preço da ação ou precisam do ativo para estratégias específicas.

Durante o período do contrato, quem empresta recebe uma taxa previamente acordada. As ações continuam aparecendo na custódia do investidor, que mantém direitos econômicos como dividendos e juros sobre capital próprio.

Quem costuma alugar ações

Normalmente, quem busca ações emprestadas são traders, fundos ou investidores mais sofisticados. Eles utilizam o aluguel de ações para montar posições vendidas, ajustar carteiras ou cumprir exigências operacionais do mercado.

Do outro lado, quem empresta pode ser qualquer investidor que possua ações elegíveis e esteja disposto a deixá-las alugadas por um período. Não é necessário ter grandes quantias investidas para participar.

Quais são os ganhos envolvidos?

A principal vantagem é a geração de renda passiva. O aluguel de ações paga uma taxa proporcional ao valor e à demanda do papel no mercado, o que pode variar bastante ao longo do tempo.

Em alguns casos, ações muito procuradas chegam a oferecer taxas atrativas. Isso permite transformar ativos parados na carteira em uma fonte constante de receita, sem alterar a estratégia principal de investimento.

Riscos e cuidados importantes!

Apesar de ser uma operação considerada segura, o aluguel de ações exige atenção. É fundamental operar por meio de corretoras confiáveis e entender as regras do contrato, como prazos e condições de devolução.

Outro ponto importante é acompanhar o mercado. Caso o investidor queira vender o ativo alugado, normalmente é possível solicitar a devolução, mas isso pode levar alguns dias, dependendo do acordo firmado.

Como começar a utilizar essa estratégia?

Para começar, o investidor precisa autorizar o serviço na corretora e verificar quais ações da carteira estão disponíveis. O aluguel de ações costuma ser opcional e pode ser ativado ou desativado conforme o interesse do cliente.

Após a ativação, a corretora cuida de toda a parte operacional. O investidor acompanha os rendimentos pelo extrato e pode avaliar se a estratégia faz sentido dentro dos seus objetivos financeiros.

No fim das contas, essa prática se mostra uma alternativa interessante para quem deseja extrair mais valor da carteira sem assumir riscos adicionais relevantes. Ao entender bem o funcionamento, os ganhos possíveis e os cuidados necessários, o investidor consegue usar essa ferramenta de forma inteligente e alinhada ao seu planejamento financeiro.

Sobre o Autor

Mariana Murta
Mariana Murta

Atua desde 2022 como analista de conteúdo do Utua. Já escreveu mais de 2.400 textos para diversos países, explorando diferentes culturas e estilos de comunicação.