O clima de Copa do Mundo aumenta a paixão pelo futebol, mas também impulsiona um hábito que preocupa quem cuida de educação financeira: as apostas em bets. E olha que dado alarmante: um levantamento da fintech Klavi, feito a partir de dados de Open Finance a pedido do jornal Folha de S.Paulo, mostra que a parcela de brasileiros que apostou durante a Copa triplicou em relação a maio, saltando de 11% para 34,8% da população.
Hoje, vamos entender um pouco mais sobre esse tema e por que as apostas em bets são motivo de alerta na saúde financeira e mental dos jogadores e de seus familiares. Embora esse não seja um tema fácil, é preciso conversar e apoiar aquelas pessoas que, mesmo sem perceber, perderam o controle.
Por que as apostas em bets crescem durante os jogos?
Esse crescimento das apostas em bets não é coincidência. Durante os jogos, a publicidade de casas de apostas domina os intervalos comerciais, as transmissões e até as redes sociais, criando um ambiente de exposição constante a esse tipo de oferta.
Além do crescimento no número de pessoas que fazem apostas em bets, o levantamento da Klavi mostra que o valor médio depositado por dia também subiu, ficando acima de R$ 188 desde o início da Copa, com picos que passaram de R$ 500 em dias após jogos de forte apelo emocional.
Os dados também apontam que uma pequena fatia dos apostadores concentra uma parte desproporcional dos depósitos, um padrão que especialistas chamam de “high rollers” e que costuma estar associado a maior risco de comprometimento financeiro.
As preocupações por trás desse crescimento
O avanço das apostas em bets durante a Copa acende um sinal de atenção importante. O horário concentrado após as 18h, mesmo período em que estudos já associam a um índice mais alto de jogo problemático, mostra que a decisão de apostar muitas vezes está ligada à emoção do momento, e não a um planejamento racional.
Quando esse comportamento se repete com frequência, o risco de comprometer parte da renda mensal com apostas cresce bastante, especialmente para quem já vive com o orçamento apertado. E é por isso que o Governo Federal tem tomado medidas cada vez mais duras para proteger, principalmente, aquelas pessoas que recebem benefícios sociais e que já estão em situação de vulnerabilidade.
Como as apostas em bets afetam a vida financeira?
Apostar não é, em si, um problema isolado, mas as apostas em bets podem afetar a vida financeira quando se tornam um hábito recorrente e mal planejado. O dinheiro que sai para apostas deixa de compor a reserva de emergência, o pagamento de contas essenciais ou até o pagamento de dívidas já existentes.
Com o tempo, esse padrão pode levar a um ciclo difícil de sair, em que a pessoa aposta mais na tentativa de recuperar o que perdeu, o que só aumenta o rombo no orçamento. E, então, chegamos àquele círculo vicioso, no qual a bola de neve financeira só cresce, bem como a ansiedade pelo jogo.
Como acompanhar os jogos com mais consciência financeira?
Para quem gosta de acompanhar os jogos e eventualmente fazer uma aposta, alguns cuidados ajudam a manter as apostas em bets dentro de um limite saudável: definir um valor máximo por mês, nunca usar dinheiro reservado para contas fixas ou emergências, e evitar apostar por impulso logo depois de um jogo emocionante.
Se o hábito de apostar começar a parecer difícil de controlar, buscar apoio profissional é um passo importante e nada tem de vergonhoso. Acompanhar a Copa pode continuar sendo um momento de alegria e torcida sem comprometer o seu orçamento. Vale reservar um valor fixo e simbólico para o entretenimento do mês, mantendo o restante da renda protegido para os compromissos que realmente sustentam a sua vida financeira.