25/06/2026
16h03
bancos de alimentos

Todo ano, toneladas de produtos alimentícios, frutas, verduras, legumes etc., são jogados fora em supermercados, restaurantes e em nossas próprias casas. Ao mesmo tempo, milhões de pessoas enfrentam dificuldades para colocar comida na mesa. Os bancos de alimentos existem justamente para diminuir esse abismo entre o desperdício e a falta.

Hoje, no Clube Utua, vamos conhecer o papel dos bancos de alimentos e como cada um de nós pode contribuir para o combate ao desperdício e à fome. E se você já viu esse tipo de instituição próxima à sua casa ou ao seu trabalho, com certeza vai olhar com mais carinho após conhecer o que eles representam de fato.

O que são bancos de alimentos?

Um banco de alimentos é uma organização, pública ou privada, que recolhe alimentos que seriam descartados por supermercados, distribuidoras, indústrias e produtores rurais e os redistribui para famílias, instituições e pessoas em situação de insegurança alimentar.

Os produtos coletados costumam ser aqueles próximos do vencimento, com embalagem danificada, fora do padrão estético ou em excesso de estoque. Eles ainda estão em boas condições para o consumo, mas seriam jogados fora por questões comerciais.

O custo do desperdício no Brasil e no mundo

O desperdício de alimentos é um problema global. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de um terço de todos os alimentos produzidos no mundo é desperdiçado. Isso representa bilhões de toneladas que poderiam alimentar populações inteiras.

No Brasil, o cenário é semelhante. Dados do IBGE apontam que o país desperdiça cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano. Enquanto isso, milhões de brasileiros ainda vivem em situação de insegurança alimentar grave, sem saber se terão o que comer no dia seguinte.

Como os bancos de alimentos funcionam na prática?

O modelo de funcionamento pode variar, mas em geral segue as etapas listadas abaixo.

✔️ Doação: empresas, produtores e supermercados doam produtos que não serão vendidos.
✔️ Triagem e armazenamento: os alimentos são verificados, separados e armazenados corretamente.
✔️ Distribuição: os alimentos são repassados para entidades sociais como instituições de longa permanência para idosos, creches, abrigos e associações comunitárias, que por sua vez atendem as famílias.

O que você pode fazer?

Esse é um tema muito lindo, não é mesmo? E é natural que todos nós queiramos ajudar de alguma forma e até mesmo ser beneficiado. Por isso, saiba que mesmo sem ser dono de um negócio que poderia doar alimentos, há formas de contribuir, já que alguns bancos de alimentos aceitam doações de pessoas físicas, especialmente durante campanhas realizadas ao longo do ano.

Mas se você conhece pessoas que precisam de doações ou se você mesmo está em um momento de insegurança alimentar, procure em seu município os locais que fazem esse tipo de assistência, como os bancos de alimentos. Muitas famílias desconhecem que esse tipo de recurso existe e deixam de ter uma alimentação saudável, o que é tão importante para a nossa vida e dignidade.

Desperdiçar menos é uma atitude financeira e humana

Outra forma de ajudar é evitar o desperdício em casa: planejar as compras, aproveitar melhor os alimentos e doar o que não vai usar antes que vença. Ao olharmos para tantas pessoas que estão em vulnerabilidade hoje, podemos entender a preciosidade que é ter abundância à mesa.

Lembre-se: reduzir o desperdício em casa traz dois benefícios simultâneos: ajuda na economia de dinheiro e contribui para um mundo com menos fome. Quando você aproveita melhor o que compra, evita jogar fora o que investiu e ainda diminui sua parte em um problema que afeta toda a sociedade.

Pequenas mudanças no dia a dia, como usar as sobras do jantar no almoço do dia seguinte, comprar o que precisa e consumir antes que vença, já fazem uma diferença real. Apoie e conheça os bancos de alimentos, pois eles também são fundamentais em um mundo com menos fome.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.