Você já deve ter ouvido o termo “big techs” em alguma notícia, não é mesmo? Mas o que exatamente são essas empresas? Por que elas aparecem em reuniões de governos, discussões sobre impostos e debates sobre o futuro do trabalho? A resposta para essas e outras questões você encontra em nosso artigo de hoje, no Clube Utua.
O que são as big techs?
As big techs são as grandes empresas de tecnologia do mundo, um grupo que inclui nomes como Apple, Google (Alphabet), Amazon, Microsoft e Meta. O que une essas companhias é o fato de operarem em escala global, dominarem mercados digitais essenciais e possuírem poder econômico comparável ao PIB de países inteiros.
A Apple, por exemplo, foi avaliada em mais de 3 trilhões de dólares, mais do que o Produto Interno Bruto do Brasil. A Amazon controla cerca de 40% do comércio eletrônico dos Estados Unidos. O Google detém mais de 90% do mercado de buscas na internet.
Esses números, que exemplificam dados de algumas das empresas mais conhecidas do mundo, dão a dimensão do que significa falar em big techs: não são empresas comuns, são peças centrais da arquitetura econômica global.
Por que elas estão sempre no centro dos debates?
O tamanho das big techs é exatamente o que as coloca sob os holofotes. Quando uma empresa controla tanto poder de mercado, surgem questões inevitáveis: ela está agindo de forma justa com os concorrentes? Está pagando impostos adequados nos países onde opera? O que faz com os dados pessoais de bilhões de usuários?
Nos últimos anos, essas questões tomaram a forma de processos antitruste na União Europeia e nos EUA, regulações de proteção de dados, como o GDPR europeu e a LGPD no Brasil, e discussões sobre tributação mínima global. Na recente cúpula do G7 em Évian, na França, os líderes dos países mais ricos dedicaram um almoço inteiro a debater justamente a responsabilização das big techs.
O impacto econômico vai além dos seus produtos
As big techs também moldam a economia de formas menos óbvias. Elas são as maiores compradoras de chips semicondutores do mundo, o que, como vimos recentemente, afeta o preço de qualquer smartphone no mercado.
Além disso, elas contratam milhões de pessoas, mas também automatizam funções que antes empregavam trabalhadores. E, com a corrida pela inteligência artificial, estão redefinindo o que significa produtividade em praticamente todos os setores.
Para os países emergentes, como o Brasil, as big techs representam uma relação ambígua: ao mesmo tempo em que oferecem infraestrutura digital que impulsiona negócios locais, capturam uma parte significativa da receita publicitária e do comércio digital sem necessariamente pagar impostos proporcionais aqui.
O que isso muda para você?
As decisões tomadas sobre as big techs afetam a nossa vida de maneiras que não imaginamos, como no preço que você paga num serviço de streaming, a qualidade da internet que você usa, os dados que você compartilha sem perceber e até as oportunidades de emprego no setor de tecnologia.
Entender o que são as big techs e por que estão no centro das discussões econômicas não é coisa de especialista, é parte de ser um cidadão mais informado num mundo cada vez mais digital. Acompanhar esse debate é uma forma de entender melhor as forças que moldam preços, empregos e oportunidades ao redor do planeta.
É por isso que nós, do Clube Utua, vamos seguir sempre observando de perto esse tema, para que nossos leitores tenham acesso a informações relevantes, que trazem diferentes impactos no dia a dia – ainda que tudo pareça tão distante. Por isso, siga conosco nesta jornada de conhecimento e acompanhe nossos artigos diariamente.