20/05/2026
17h05
Brasil na Copa

Ver o Brasil na Copa ao vivo é o sonho de muitos torcedores, e a edição de 2026 será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O Brasil está no Grupo C e joga a fase de grupos em Nova York, Filadélfia e Miami, o que facilita o planejamento de quem quer torcer de perto.

Mas antes de comprar a passagem, vale entender quanto essa experiência custa de verdade. A resposta envolve câmbio, ingressos, hospedagem e alimentação. Com o dólar em torno de R$ 5,00 em maio de 2026, o cenário está mais favorável do que no ano passado, mas cada item merece atenção.

Passagem aérea: ponto de partida do orçamento

O voo de ida e volta é um dos maiores custos para quem quer ver o Brasil na Copa 2026. O valor médio das passagens em classe econômica saindo do Brasil está em torno de R$ 4.876, com variação conforme a antecedência da compra, a companhia aérea e o aeroporto de origem. Miami se destaca como uma das melhores portas de entrada, com boa oferta de voos diretos a preços competitivos.

Uma estratégia inteligente é usar milhas acumuladas em cartões de crédito para abater ou até zerar o custo da passagem. Muitos brasileiros já possuem um estoque de pontos parado sem uso. Vale verificar o programa do seu cartão e simular o resgate antes de pagar tudo em dinheiro.

Ingressos para os jogos: como funciona e quanto custa

Quem planeja ver o Brasil na Copa precisa entender como funcionam os ingressos. Os bilhetes são vendidos pela FIFA com preços variáveis conforme a partida e a categoria. Na fase de grupos, os valores vão de US$ 60 na categoria popular até US$ 620 nas posições mais centrais. É a Copa mais cara da história, com preços que chegam a superar 1.000% em relação ao Mundial de 2022, graças à precificação dinâmica adotada pela entidade pela primeira vez.

Em reais, um ingresso popular para o Brasil na Copa pode sair por volta de R$ 300, enquanto as melhores cadeiras chegam a R$ 3.100 por partida. Para quem pensa em assistir dois ou três jogos, esse item sozinho já representa uma fatia considerável do orçamento. Comprar pelos canais oficiais da FIFA é essencial para não pagar mais no mercado paralelo.

Hospedagem e alimentação nas cidades-sede

Nova York, Filadélfia e Miami oferecem boa variedade de hospedagem, mas os preços sobem bastante durante a Copa. Nas semanas dos jogos, as diárias em hotéis bem localizados podem custar entre US$ 200 e US$ 450 por noite. Hostels e aluguéis por aplicativo são alternativas mais acessíveis para quem quer reduzir esse item sem abrir mão de boa localização.

A alimentação também exige atenção. Uma refeição casual em restaurante sai por US$ 20 a US$ 40 por pessoa, e reservar cerca de US$ 500 por pessoa para uma semana de alimentação é uma estimativa realista. Supermercados e comida rápida são aliados de quem quer economizar sem comprometer o aproveitamento da viagem.

Como o crédito pode ajudar no planejamento

Parcelar passagem e hospedagem em um cartão de crédito internacional sem anuidade e com boa conversão de câmbio é uma estratégia muito usada por viajantes que acompanham o Brasil na Copa. Alguns cartões oferecem o câmbio do dia sem taxa adicional, o que faz diferença real quando o dólar oscila. O cashback e os pontos gerados nas compras durante a viagem podem virar crédito para o próximo voo.

Antes de embarcar, vale solicitar um limite adequado e avisar o banco sobre os gastos no exterior para evitar bloqueios. Combinar um cartão principal com um cartão pré-pago em dólar é uma solução segura para emergências e pequenas despesas do dia a dia.

Quanto custa ao todo e como se organizar para ver o Brasil na Copa

Somando todos os itens, o custo de ver o Brasil na Copa 2026 nos EUA pode variar bastante conforme as escolhas feitas. Estimativas recentes apontam entre R$ 40.000 e R$ 60.000 por pessoa para quem acompanha os três jogos da fase de grupos em hotel intermediário por cerca de 15 dias. Viajar em grupo e dividir a hospedagem ajuda a reduzir esse valor com inteligência.

É muito dinheiro, mas totalmente viável para quem planeja com antecedência e usa bem os produtos financeiros disponíveis. Quem se organiza bem para ver o Brasil na Copa consegue tornar esse sonho muito mais acessível do que parece à primeira vista.

Sobre o Autor

Mariana Murta
Mariana Murta

Atua desde 2022 como analista de conteúdo do Utua. Já escreveu mais de 2.400 textos para diversos países, explorando diferentes culturas e estilos de comunicação.