Na última segunda-feira, 16 de março, a Receita Federal divulgou o calendário do Imposto de Renda 2026, que é referente ao ano de 2025 (ano-base). Entre as informações, estão os prazos de início e término de envio das declarações daqueles cidadãos brasileiros que devem, obrigatoriamente, fazer o envio das informações, além das datas dos lotes de restituição.
E como esse tema é muito importante para muitos de nós, já que a Receita Federal espera receber 44 milhões de declarações, o artigo de hoje traz as principais datas que formam o calendário do Imposto de Renda deste ano e quais são os públicos (grupos de pessoas) que não podem deixar de emitir a declaração.
Nova faixa de isenção já vale em 2026?
Antes de falarmos diretamente sobre as principais datas do calendário do imposto de renda 2026, é fundamental que o leitor compreenda que a declaração sempre se refere aos rendimentos do ano anterior, o que é chamado de ano-base. Por isso, você vai prestar as informações de acordo com aqueles ganhos do ano-base 2025.
Em 2026, portanto, aquelas pessoas que tiveram investimentos até R$ 5 mil ainda terão que prestar contas com o “leão”. Somente a partir do próximo ano é que os cidadãos que recebem o valor anteriormente especificado poderão ficar livres desse compromisso anual. E é importantíssimo não confundir isso, para evitar problemas com o fisco.
Calendário do Imposto de Renda
Entre as principais datas que compõem o calendário do imposto de renda, vamos começar pelo prazo de envio das declarações, que, neste ano, será aberto às 8 horas do dia 23 de março e se encerrará às 23h59 do dia 29 de maio. Ou seja, os contribuintes terão pouco mais de dois meses para concluir essa obrigação – e deixar para a última hora não deve ser uma opção (recomendação do Clube Utua!).
Também em 29 de maio será pago o primeiro lote de restituição, quando os contribuintes, a depender da ordem de prioridade determinada pela Receita Federal, começam a receber eventuais valores de impostos que foram pagos a mais pelo indivíduo. Os demais lotes serão pagos em 30 de junho e 31 de julho e agosto.
No ano passado, vale ressaltar, foram cinco lotes de restituição. Com a redução do escalonamento anunciado em relação ao calendário do imposto de renda de 2026, a Receita Federal espera que 80% dos contribuintes já estejam com os valores em conta até 31 de julho. A exceção ocorrerá somente para aqueles cidadãos que caírem na famosa malha fina, quando os dados declarados divergem ou ocorrem outras inconsistências.
Cashback em lote extra é novidade em 2026
Além das restituições citadas acima, o calendário do imposto de renda de 2026 prevê o pagamento de um lote extra, em 15 de julho, que foi nomeado como cashback pela Receita Federal. Esse mecanismo foi criado para fazer a devolução automática de valores que foram retidos de trabalhadores de baixa renda em meses que, por algum motivo, eles tiveram rendimentos acima do normal e foram tributados.
Quem deve fazer a declaração em 2026?
✅ Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 (limite era de R$ 33.888,00, no ano passado).
✅Quem obteve outros rendimentos acima de R$ 200 mil.
✅ Contribuinte com ganho de capital sujeito à incidência do Imposto.
✅ Quem alienou (vendeu) mais de R$ 40 mil em bolsas de valores ou com ganhos sujeitos ao imposto.
✅ Contribuinte que obteve renda acima de R$ 177.920,00 com atividade rural (era R$ 169.440,00) ou pretende compensar prejuízos.
✅ Contribuinte com posse ou propriedade de bens em valor superior a R$ 800 mil.
✅ Quem passou à condição de residente no Brasil.
✅ Quem optou pela isenção do GCAP (Ganhos de Capital) de 180 dias.
✅ Quem optou por declarar bens da entidade controlada no exterior pela pessoa física.
✅ Contribuinte que teve, em 31/12/2025, a titularidade de trust regidos por lei estrangeira.
✅ Contribuinte que auferiu rendimentos/compensou perdas em aplicações no exterior.
✅ Contribuinte que teve lucros/dividendos no exterior.