Se este é o primeiro ano em que você precisa prestar contas sobre seus recebimentos perante à Receita Federal, existe uma pergunta que precisa ser feita: “como declarar o Imposto de Renda (IR)?”. E o que muita gente não sabe é que fazer a declaração do IR corretamente pode significar centenas ou até milhares de reais de diferença na sua restituição.
Não porque existe algum truque escondido, mas porque a legislação prevê uma série de deduções legítimas que muita gente ignora ou informa errado, o que acaba gerando a situação oposta: cair na malha fina e ter que pagar mais. A boa notícia é que, com organização e atenção, dá para usar a declaração a seu favor.
O que eu devo declarar em 2026?
Antes de falarmos diretamente sobre como declarar, é importante entender que a declaração que será feita em 2026 tem como ano-base 2025, ou seja, você vai informar tudo (de acordo com o que é exigido) o que recebeu e gastou ao longo do ano passado. Por isso, sempre indicamos que as pessoas façam um controle, durante todo o ano, dos gastos dedutíveis, conforme veremos hoje.
Ao começar a pensar – e de olho no prazo final de declaração – vale reunir os informes de rendimentos do empregador e do banco, os recibos de despesas médicas e os comprovantes de gastos com educação. Quem tem investimentos precisará também dos demonstrativos enviados pelas corretoras. Com esses documentos em mãos, o processo fica muito mais simples.
Como declarar e aproveitar ao máximo as deduções?
Neste momento, temos algo importante não apenas sobre como declarar, mas como fazer para conseguir maximizar a restituição (o imposto pago a mais que a Receita pode devolver).
Nesse sentido, saiba que as despesas médicas são as únicas sem limite de valor na declaração: consultas, exames, internações, plano de saúde e até dentista podem ser abatidas integralmente da base de cálculo do imposto, desde que você tenha o recibo ou nota fiscal com o CPF ou CNPJ do prestador.
Já as despesas com educação têm teto, em torno de R$ 3.561 por pessoa, o que inclui mensalidades de escola, faculdade e cursos técnicos, mas não abrange cursos livres nem material didático.
Quem tem previdência privada no modelo PGBL pode deduzir até 12% da renda tributável bruta. Isso significa que, se você ganhou R$ 100 mil no ano e contribuiu R$ 12 mil para um PGBL, o imposto será calculado sobre R$ 88 mil. Viu só por que faz todo o sentido entender mais o “como declarar corretamente”?
Esse fator tem colocado essa como uma das ferramentas de planejamento tributário mais acessíveis para quem declara no modelo completo. Dependentes também reduzem a base: cada filho, cônjuge ou parente declarado como dependente diminui o imposto devido.
Rendimentos isentos que muita gente esquece de informar
Uma dúvida comum é: se o rendimento é isento, preciso declarar? Sim. Omitir renda isenta é um dos caminhos mais rápidos para a malha fina. Os dividendos distribuídos por Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) listados em bolsa são isentos de IR para pessoa física, mas precisam constar na declaração.
Mais uma vez, vemos que saber como declarar o IR garante mais ganhos e menos problemas. O mesmo vale para indenizações de seguro de vida recebidas e para a parcela isenta da aposentadoria de quem tem 65 anos ou mais. Informar esses valores não gera imposto a pagar, só deixa a declaração consistente com o que a Receita Federal já sabe sobre você.
O que leva à malha fina?
A malha fina acontece quando os dados que você informou não batem com o que a Receita recebeu de outras fontes: bancos, empregadores, planos de saúde e operadoras de cartão. E se você não sabe como declarar ou simplesmente prefere que outra pessoa faça essa parte burocrática, nós recomendamos que converse com um profissional de contabilidade.
Os erros mais comuns são omitir rendimentos de uma fonte pagadora secundária (como um trabalho extra ou aluguel recebido), informar despesas médicas sem comprovante idôneo ou declarar dependente que também entregou declaração própria. Revisar cada campo com atenção e conferir os valores com os informes oficiais é a melhor proteção.
A declaração pré-preenchida é sua aliada
Desde 2022, a Receita Federal oferece a declaração pré-preenchida para todos os contribuintes com conta Gov.br de nível prata ou ouro, e isso tornou o “como declarar” muito mais fácil para boa parte dos brasileiros.
Esse modelo importa automaticamente os rendimentos informados pelas fontes pagadoras, os dados de planos de saúde e até algumas despesas médicas já cruzadas pelo sistema.
Mas atenção: isso não significa que você pode simplesmente aceitar tudo sem revisar. Pelo contrário: é fundamental conferir cada campo, embora o modelo reduza bastante o risco de esquecer algum rendimento. Quem usa a versão pré-preenchida também tem prioridade nas primeiras rodadas de restituição.
Dicas finais sobre como declarar o IR corretamente!
A declaração do IR não precisa ser um bicho de sete cabeças. Com os documentos organizados, atenção às deduções permitidas e o hábito de guardar recibos ao longo do ano, você transforma uma obrigação anual em uma oportunidade real de recuperar dinheiro que já foi seu.
O melhor planejamento para a declaração de 2027 começa agora, ainda em 2026, e começa com um envelope (físico ou digital) para guardar cada comprovante médico que chegar. Agora que você já sabe mais sobre como declarar o IR, verifique se está tudo certo com essa obrigação ou contrate um profissional para te guiar!