17/09/2026
12h57
corretoras de cripto

O mercado de corretoras de cripto no Brasil está passando por uma mudança importante em 2026. Desde fevereiro, empresas que prestam serviços com ativos virtuais, como corretagem, custódia e intermediação, passaram a seguir novas regras do Banco Central.

As novas regras criaram a categoria de Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais, a SPSAV, e estabeleceram um processo de autorização para as empresas do setor. Para as corretoras de cripto que já estavam em atividade, existe um período de transição, e o próximo marco é 30 de outubro de 2026.

Na prática, o investidor não precisa conhecer todas as regras do Banco Central para acompanhar essa mudança. Mas vale entender o que está sendo exigido e quais informações você pode verificar na plataforma que utiliza.

Por que o prazo de 30 de outubro importa agora?

As corretoras de cripto que já estavam em funcionamento quando as novas regras entraram em vigor receberam 270 dias corridos, contados a partir de 2 de fevereiro, para protocolar o pedido de autorização junto ao Banco Central. O prazo termina em 30 de outubro de 2026.

Isso não significa que todas as empresas precisam estar autorizadas até essa data. O prazo é para protocolar o pedido, e a análise do Banco Central pode continuar depois. A partir de 30 de outubro, instituições autorizadas pelo BC ficam impedidas de realizar ou viabilizar determinadas operações com prestadores que não estejam autorizados ou em processo de autorização.

O que as novas regras exigem das corretoras de cripto?

A regulamentação estabelece requisitos de governança, controles internos, segurança e proteção dos clientes. Também existem regras para manter separados os recursos e ativos dos clientes em relação ao patrimônio da própria empresa.

As normas definem diferentes modalidades de atuação das SPSAVs, incluindo intermediação, custódia e corretagem. Também ampliam as exigências de informações sobre determinadas operações com ativos virtuais, inclusive aquelas relacionadas ao exterior.

Na prática, isso aumenta a supervisão sobre as corretoras de cripto e estabelece mais requisitos para quem deseja prestar esses serviços no país. Para o usuário, significa um mercado com regras mais claras sobre quem presta o serviço e quais controles precisam ser observados.

Checklist: como avaliar se a sua corretora está no caminho certo

Se você já utiliza uma plataforma ou pensa em começar, algumas informações podem ajudar a entender a situação das corretoras de cripto. Não é preciso ser especialista em criptomoedas para fazer essas verificações.

  • A corretora tem CNPJ e sede no Brasil?
  • Ela comunicou publicamente que protocolou o pedido de autorização ao BC?
  • Ela opera como SPSAV ou por meio de banco ou corretora já autorizada?

Esses dados podem estar no site da empresa ou em seus canais oficiais. O objetivo não é eliminar os riscos de investir em criptomoedas, mas ajudar você a entender melhor a plataforma que utiliza.

O que não muda para quem compra e vende por conta própria

Para a pessoa física que compra, guarda e vende criptoativos por conta própria, as novas regras são direcionadas principalmente às empresas que prestam os serviços. A regulamentação das SPSAVs não transforma o investidor pessoa física em uma instituição regulada pelo Banco Central.

O que muda é o ambiente em que essas operações são realizadas, com novas exigências de autorização, controles, informações e supervisão para as prestadoras. Por isso, acompanhar a situação das corretoras de cripto utilizadas pode fazer parte dos cuidados de quem investe nesse mercado.

Também é importante não confundir a regulamentação das corretoras com as regras tributárias dos criptoativos. São assuntos diferentes: a autorização trata do funcionamento das empresas, enquanto as obrigações fiscais envolvem as regras aplicáveis ao contribuinte.

Regulação em andamento: acompanhe cada etapa

A mudança nas regras das corretoras de cripto faz parte de um movimento mais amplo no mercado financeiro brasileiro. Bancos, meios de pagamento, investimentos e ativos digitais passam por mudanças que podem afetar empresas e consumidores.

Por isso, acompanhar essas alterações pode ser útil mesmo para quem não investe grandes valores. Entender uma nova regra ou saber o que muda antes de contratar um serviço são etapas importantes para tomar decisões com mais informação.

Aqui no Clube Utua, acompanhamos os avanços da regulação de criptoativos e de outros produtos financeiros para que você tenha as informações certas quando precisar. O mercado segue em movimento, e o próximo prazo relevante pode chegar antes do que você espera.

Sobre o Autor

Mariana Murta
Mariana Murta

Atua desde 2022 como analista de conteúdo do Utua. Já escreveu mais de 2.400 textos para diversos países, explorando diferentes culturas e estilos de comunicação.