09/01/2026
10h02
crise dos chips

No início do ano, muitas pessoas pensam em comprar um novo celular, trocar aquela televisão antiga por uma smart (inteligente) ou até mesmo investir em um notebook melhor para o trabalho. Mas, recentemente, uma nova crise dos chips começou a trazer preocupações sobre os preços desses eletrônicos. Será que teremos aumentos significativos nos preços desses produtos? O que está causando essa situação?

Essas são algumas questões que giram em torno de um assunto que afeta não só o mercado brasileiro, mas de todo o mundo. No artigo de hoje, vamos trazer o motivo principal que está causando essa crise dos chips, em especial aqueles que são responsáveis, em resumo, pelo armazenamento de dados – objetos comumente conhecidos como memória RAM.

O que está causando a crise dos chips?

Em um mundo globalizado, a alta demanda de um item e a consequente escassez trazem efeitos em cadeia. Você deve se lembrar, por exemplo, que durante a pandemia da Covid-19, o preço dos veículos subiu, entre outros motivos, devido à falta de componentes elétricos, resultante da paralisação de fábricas chinesas em meio às tentativas dos governos de controlar o número de casos.

Neste momento, não temos uma pandemia, o que é muito positivo, mas existe uma alta demanda de chips para um mercado relativamente novo: o da Inteligência Artificial (IA). A atual crise dos chips, portanto, ocorre porque muitos dos fabricantes têm empenhado esforços na produção de memórias que atendem às necessidades de empresas de data centers.

Para entender melhor o assunto, saiba que os data center de IA que são aqueles centros de processamento de dados responsáveis por transmitir grandes volumes de informações. Como você já deve ter visto, esses locais abrigam computadores e máquinas imensas, que consomem muita energia e que precisam de muita memória RAM.

Você já deve imaginar o motivo pelo qual esse tem sido o foco das fabricantes, correto? Produzir chips mais avançados para essa nova demanda mundial é algo mais lucrativo. Assim, enquanto a oferta de chips de memória RAM mais tradicionais cai e a demanda para a produção de eletrônicos ainda é grande, a escassez gera um aumento nos preços para as fabricantes de celulares, televisões e computadores.

Repasse de preços aos consumidores

Como é sabido, esses eletrônicos dificilmente chegarão a nós, consumidores, sem o repasse de parte desse aumento nos custos de produção. Afinal, nenhuma empresa vai assumir os custos totais e o prejuízo da crise dos chips. A Samsung, por exemplo, já alertou que esse momento delicado deve influenciar sim os preços dos aparelhos, ainda que a empresa já esteja trabalhando em soluções junto aos seus fornecedores.

Em nossas reflexões finais, vale ressaltar que esse é um assunto muito novo, e que devemos ter mais repercussões ao longo do ano. Mas, se você está pensando em comprar um novo dispositivo eletrônico, pesquise bem os preços e observe se os equipamentos não estão sendo vendidos por preços semelhantes, mas com uma capacidade de memória RAM menor, pois esse é um efeito possível da crise dos chips.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.