02/09/2026
13h24
decreto sobre shows

Se você é do time que já enfrentou fila quilométrica, calor de doer e nenhum copo d’água à vista dentro de um show, precisa conhecer o novo decreto sobre shows que o governo federal publicou no fim de agosto de 2026.

A partir de agora, quem organiza eventos abertos ao público passa a ter obrigações claras sobre acesso à água potável, e isso muda a experiência — e o orçamento — de quem vai a festivais, shows e grandes eventos ao longo do país.

Aqui no Clube Utua, a gente sempre repete que educação financeira não é só sobre investimento ou planilha: é também sobre conhecer os seus direitos como consumidor, porque cada real que você deixa de gastar sem necessidade é um real que sobra para os seus objetivos. Vamos entender mais sobre o tema?

O que diz o novo decreto sobre shows?

O Decreto nº 13.109, assinado pelo presidente Lula em 31 de agosto de 2026 e publicado no Diário Oficial da União, é uma norma federal baseada no Código de Defesa do Consumidor, o que significa que ela vale para o Brasil inteiro, e não apenas para um estado específico.

O texto permite que qualquer pessoa entre em eventos abertos ao público com garrafas ou recipientes pessoais de água, algo que muitas casas de show e festivais proibiam até então, alegando questões de segurança. O decreto sobre shows traz, ainda, medidas que visam evitar fraudes nas vendas de ingressos e dar transparência sobre os valores cobrados.

Água potável gratuita

Para eventos com previsão de mais de mil participantes, o decreto sobre shows vai além: exige que os organizadores ofereçam água potável de graça, seja por bebedouros, seja por embalagens individuais, além de manter pontos de distribuição em locais de fácil acesso e estrutura preparada para atendimento rápido em caso de emergência.

A venda de água por parte do evento continua permitida, mas não pode substituir essa oferta gratuita, e os órgãos de defesa do consumidor ficaram encarregados de fiscalizar eventuais abusos no preço cobrado por bebidas dentro dos locais.

Por que esse decreto sobre shows foi criado agora?

A motivação por trás da nova regra tem nome e história: Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, morreu em novembro de 2023 durante um show da turnê da Taylor Swift no Rio de Janeiro, em um dia de calor extremo, depois de passar mal em uma fila onde a entrada com água não era permitida.

O caso gerou comoção nacional, uma petição que reuniu mais de 120 mil assinaturas e uma cobrança constante de fãs e especialistas em defesa do consumidor por uma resposta mais firme do poder público.

Quase três anos depois, o decreto sobre shows chegou como uma tentativa de transformar essa dor em regra permanente, evitando que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento por um motivo tão simples de resolver quanto garantir água durante um evento.

Vale lembrar que, antes do decreto federal, São Paulo já havia aprovado uma lei estadual semelhante na Assembleia Legislativa, mas essa norma tem abrangência restrita ao estado paulista — quem mora em outras regiões do país só passou a contar com essa proteção com a chegada da regra nacional.

Quem precisa cumprir o decreto sobre shows e a partir de quando

O novo decreto sobre shows já está em vigor desde a data da publicação, ou seja, vale para qualquer evento organizado a partir de 1º de setembro de 2026, incluindo shows, festivais, feiras, congressos e eventos esportivos e culturais, sejam eles pagos ou gratuitos, em espaços abertos ou fechados.

A obrigação de oferecer água gratuita em pontos de distribuição, no entanto, é mais rigorosa para eventos com mais de mil pessoas, o que abrange a grande maioria dos shows de grande porte realizados no Brasil.

Produtoras e casas de show menores também precisam se adaptar, já que a permissão para entrar com garrafa de água própria vale para qualquer evento aberto ao público, independentemente do tamanho.

Reportagens do setor mostram que a principal preocupação de pequenos produtores está na logística: montar pontos de água gratuita durante todo o evento tem custo, e esse custo tende a ser repassado, ainda que parcialmente, para o preço final do ingresso — um detalhe que vale ficar de olho na hora de planejar o orçamento para a próxima balada ou festival.

Como isso protege o seu bolso e a sua saúde

Na prática, o decreto sobre shows resolve um problema recorrente: comprar água dentro de eventos, historicamente, custa muito mais caro do que fora dele, e muita gente acaba gastando um valor desproporcional só para se manter hidratado durante horas de exposição ao sol ou em ambientes fechados e lotados.

Com a nova regra, esse gasto pode ser eliminado ou reduzido de forma significativa, sobrando mais dinheiro no bolso para outras despesas do evento, como transporte, alimentação ou até uma reserva para o próximo compromisso financeiro do mês.

Observar o cumprimento é um dever de todos

Se você notar que um evento não está cumprindo o decreto sobre shows, seja recusando a entrada com garrafa de água, seja deixando de oferecer pontos de distribuição gratuita em eventos grandes, o caminho é registrar uma reclamação no Procon do seu estado ou no site consumidor.gov.br, reunindo prints, fotos ou vídeos que comprovem a situação.

Aproveitar experiências como shows e festivais faz parte da vida, e ninguém precisa abrir mão de lazer para cuidar bem das finanças. O ideal é sempre planejar esses gastos com antecedência, separando um valor específico para o evento e evitando surpresas de última hora.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.