10/04/2026
14h16
dia das mães

O Dia das mães está chegando e, com ele, aquela movimentação clássica no comércio. Seja para garantir o perfume favorito dela ou um eletrônico novo, o fato é que você não pode deixar de aproveitar suas compras para receber cashback ou milhas no cartão de crédito. Afinal, esses programas de fidelidade devem ser melhor aproveitados, concorda?

Em abril de 2026, essa pergunta é ainda mais relevante, pois com a taxa Selic mantida em 14,75% e o dólar apresentando oscilações que encarecem o turismo. Nesse sentido, cada escolha pode significar uma economia real ou um benefício exclusivo no futuro. Portanto, se você planeja investir em presentes no Dia das Mães, considere as reflexões do Clube Utua!

Quanto vale cada ponto?

Nas compras de Dia das Mães e em outros consumos planejados, para decidir entre os dois caminhos, você precisa entender quanto custa cada ponto. Muita gente se ilude com grandes quantidades de pontos acumulados, mas esquece de verificar quanto eles realmente valem em dinheiro vivo, e é por isso que vamos trazer um exemplo para facilitar.

Imagine, por exemplo, que você vai comprar um presente de R$ 1.000,00. No cenário do cashback de 1%, você recebe R$ 10,00 de volta, sem qualquer burocracia. Já em um programa que dá 2 pontos por dólar (considerando o dólar médio a R$ 5,00), você acumularia cerca de 400 pontos. No mercado atual, cada mil pontos vale entre R$ 15,00 e R$ 20,00, o que significa que seus 400 pontos valeriam, em média, R$ 8,00. Nesse caso isolado, o cashback ganharia a disputa pela simplicidade e pelo valor direto no bolso.

Transferências bonificadas

No entanto, o grande segredo para mudar essa realidade está nas transferências bonificadas. Para quem quer viajar nas férias de julho, saiba que os programas de fidelidade costumam lançar campanhas agressivas que dobram o seu saldo. Se você tem esses mesmos pontos e surge uma promoção de 100% de bônus para uma companhia aérea, seus 400 pontos viram 800 milhas instantaneamente.

Agora, o valor percebido subiu para quase R$ 16,00, o que ultrapassa o benefício do cashback. Por isso, a escolha no Dia das Mães deve seguir o seu momento financeiro atual: se você precisa de alívio imediato na fatura após os impostos do início do ano, o cashback é o seu melhor amigo. Mas, se você planeja viajar, os pontos caem como uma luva.

Essa disputa entre pontos e cashback faz sentido?

Muitos leitores do Clube Utua questionam se realmente vale a pena o esforço de acompanhar tantas regras e tabelas e se o planejamento para compras, a exemplo do Dia das Mães, vale a pena. A verdade é que, para quem tem gastos moderados ou não pretende viajar nos próximos meses, o cashback traz uma satisfação rápida e evita o risco de os pontos expirarem sem uso.

Por outro lado, para quem concentra os gastos no cartão e busca experiências premium, como voos em executiva ou estadias em hotéis de luxo pagando menos, os pontos são realmente vantajosos. Em 2026, com passagens nacionais e internacionais em alta, as milhas são aliadas poderosas para quem tem paciência e estratégia – e, mais recentemente, muitos programas de pontos deixaram de expirar.

Escolhas inteligentes no Dia das Mães.. e sempre!

Quando pensamos em milhas ou cashback, não existem respostas corretas sobre qual é o melhor. Tudo depende dos seus planos e do seu perfil enquanto viajante ou consumidor. Antes de fechar a compra do presente do Dia das Mães, verifique se a loja parceira oferece pontuação turbinada em algum shopping de milhas.

Às vezes, uma única compra de R$ 500,00 pode render pontos suficientes para um trecho aéreo doméstico em promoção, algo que um pequeno desconto de R$ 5,00 no cashback jamais alcançaria. Aproveite a nossa reflexão para olhar seus saldos e transformar o carinho com a sua mãe em um passo a mais para as suas próximas férias inesquecíveis ou para abatimento da fatura de maio.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.