28/11/2025
21h05
Diferença entre crédito bom e crédito ruim

Você sabe a diferença entre crédito bom e ruim? O crédito faz parte da vida financeira de quase todos os brasileiros. Desde o uso do cartão até a contratação de grandes empréstimos, ele é uma ferramenta poderosa que pode tanto alavancar seus sonhos quanto afundar suas finanças. Saber como utilizá-lo é essencial, e para isso, é preciso entender a diferença entre crédito que ajuda e aquele que prejudica.

Essa distinção não está apenas na taxa de juros, mas principalmente no propósito e no impacto que o dinheiro emprestado terá em seu futuro. Lembre-se, o crédito é um meio, não um fim, e a sabedoria em sua aplicação define se ele será um aliado ou um inimigo.

O que define um crédito como “bom”?

Um crédito pode ser considerado “bom” quando é usado para investimentos ou para a aquisição de bens que geram valor, economizam dinheiro a longo prazo, ou aumentam seu potencial de ganho. O objetivo principal é que, ao final do pagamento, o valor adquirido ou o benefício obtido seja superior ao custo total do empréstimo.

Financiar uma casa, por exemplo, é frequentemente visto como crédito bom, pois o imóvel tende a se valorizar com o tempo, ou pelo menos, elimina o custo do aluguel. Outro exemplo clássico é um empréstimo para abrir ou expandir um negócio promissor.

Características do crédito bom

O crédito bom tem características bem definidas, sendo a mais importante a capacidade de gerar retorno. Isso pode ser um retorno financeiro direto, como o lucro de um investimento, ou um retorno de qualidade de vida e patrimônio. A diferença entre crédito com propósito e o sem propósito é o que realmente importa.

As taxas de juros de um crédito bom geralmente são mais competitivas, refletindo a segurança da aplicação e o planejamento financeiro do tomador. Além disso, o valor da parcela cabe confortavelmente no orçamento, sem comprometer as necessidades básicas.

Quando o crédito se torna “ruim”?

O crédito se torna “ruim” quando é utilizado para financiar o consumo imediato, supérfluo, ou a compra de itens que perdem valor rapidamente. Nestes casos, o prazer instantâneo da compra é pago com juros altos por um longo período, diminuindo seu poder de compra futuro.

Usar o cartão de crédito para cobrir despesas básicas, entrar no rotativo ou pegar empréstimos para pagar outras dívidas sem reestruturar o orçamento são os principais exemplos. Nesses cenários, você está apenas adiando e encarecendo o problema.

O perigo das dívidas caras

A principal razão para um crédito ser classificado como ruim é o seu custo elevado. Modalidades como cheque especial e rotativo do cartão de crédito possuem as maiores taxas do mercado, tornando o endividamento uma bola de neve incontrolável. Diferença entre crédito consciente e a armadilha do endividamento está na análise fria dessas taxas.

Quando o crédito ruim é o principal motor das suas finanças, ele compromete sua saúde financeira, eleva seu estresse e, em última instância, destrói seu planejamento de longo prazo. A dívida ruim é aquela que consome sua renda sem deixar nada de valor em troca.

A diferença entre crédito: Planejamento é a chave

Entender a diferença entre crédito bom e ruim é o primeiro passo para ter uma vida financeira saudável. Um bom planejamento exige que você só utilize o crédito para fins estratégicos e com taxas de juros baixas, preferencialmente aquelas que garantem um retorno.

Antes de assinar qualquer contrato, pergunte-se: “Este dinheiro me ajudará a construir algo ou apenas financiará um consumo passageiro?”. Essa é a chave para distinguir e escolher o lado certo da moeda.

Como usar o crédito a seu favor?

Para garantir que você esteja sempre no campo do crédito bom, a regra de ouro é: nunca se endivide para ter aquilo que se desvaloriza. Use empréstimos para a formação de patrimônio ou para aumentar sua capacidade produtiva. A diferença entre crédito inteligente e o descontrole financeiro está na disciplina.

Busque sempre as menores taxas, pesquise por linhas de crédito consignado ou com garantia, e mantenha suas finanças organizadas. Agindo assim, o crédito será uma ferramenta poderosa para a realização de seus maiores objetivos.

Sobre o Autor

Mariana Murta
Mariana Murta

Atua desde 2022 como analista de conteúdo do Utua. Já escreveu mais de 2.400 textos para diversos países, explorando diferentes culturas e estilos de comunicação.