19/11/2025
15h49
financiamento climático

O mundo precisa urgentemente de uma transformação. Parar de poluir, investir em energia limpa, proteger a Amazônia e entrar em um consenso sobre o financiamento climático. Essas são algumas das metas mais importantes, e hoje vamos entender por que o dinheiro é tão necessário nessa corrida contra o tempo. 

Em resumo, saiba que os países mais pobres ou em desenvolvimento simplesmente não têm o dinheiro para fazerem tudo que é necessário para reduzirmos a emissão de carbono. Uma discussão principal é que os países já desenvolvidos são aqueles que mais poluem, e isso torna o financiamento climático ainda mais importante. 

Por isso, hoje vamos entender o que é esse dinheiro e uma série de perguntas que tomou conta dos noticiários nos últimos tempos, principalmente em meio à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima no Brasil, a famosa COP30. Bora lá?

Quem poluiu mais deve pagar mais?

O fato é que a crise climática é um problema global, mas a responsabilidade histórica não é igual para todos. Países desenvolvidos, que se industrializaram primeiro, são os que mais contribuíram para a emissão de gases de efeito estufa ao longo da história. 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Financiamento Climático nada mais é do que o apoio financeiro concedido por países desenvolvidos (aqueles que causaram a maior parte dos danos) a países em desenvolvimento (como o Brasil) para que estes possam combater e se adaptar às mudanças do clima.

E para entendermos melhor quais são os três pilares principais do financiamento climático, vamos ver abaixo de que forma esse dinheiro pode ser utilizado. 

🌳 Mitigação: é o dinheiro usado para reduzir as emissões. Isso inclui investir em energias renováveis (solar e eólica, por exemplo), trocar matrizes energéticas e proteger grandes biomas, como a Amazônia.

🌳 Adaptação: é o dinheiro usado para proteger as pessoas e a infraestrutura dos impactos inevitáveis do clima (enchentes, secas e elevação do nível do mar, por exemplo). Inclui sistemas de alerta, agricultura resiliente e construção de defesas costeiras.

🌳 Perdas e Danos: é o dinheiro mais novo e mais debatido, usado para compensar os prejuízos causados por eventos climáticos extremos que os países não conseguem mais adaptar ou evitar.

Bilhões prometidos: o que está em jogo?

Se você está se perguntando qual é o valor dessa conta, o montante é impressionante. Na COP15, em Copenhague (2009), os países desenvolvidos prometeram mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 (prazo que foi estendido até 2025) para ajudar os países em desenvolvimento.

Eles cumpriram a promessa? Infelizmente, a resposta é não. O valor total nunca foi entregue integralmente, e a forma como o dinheiro é contabilizado (muitas vezes como empréstimos, não como doações) é alvo de muitas críticas e negociações.

É exatamente por isso que o financiamento climático é o motor de eventos como a COP30: sem dinheiro garantido e transparente, os países mais vulneráveis não conseguirão implementar as transformações necessárias para manter o aquecimento global abaixo do limite de 1,5°C.

Debates quentes sobre o financiamento climático

Nesse sentido, o que muitos líderes defendem é que a  falta de financiamento climático não é só um problema econômico; é uma questão de confiança e justiça climática. Os países em desenvolvimento não podem ser punidos duas vezes – primeiro pelos efeitos da poluição histórica de outros, e depois pela falta de recursos para se proteger.

Por isso, o conselho é ficar de olho nas negociações, porque o que está sendo discutido hoje não é apenas a sobrevivência da natureza, mas a sobrevivência das comunidades (a nossa sobrevivência), a segurança alimentar e a estabilidade econômica de nações inteiras.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.