14/01/2026
08h49
golpe do ipva

Imagina pagar o seu Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e descobrir que esse valor não chegou aos cofres públicos estaduais? O golpe do IPVA é mais uma tentativa que redes de criminosos encontraram para ganhar dinheiro de forma rápida e ilícita, em um momento em que milhões de brasileiros estão se esforçando para fazer esse pagamento.

Como sempre dissemos no Clube U., não é recomendado subestimar a capacidade dos fraudadores, já que eles estão cada vez mais “profissionais” para aplicar golpes. Em meio ao golpe do IPVA, os governos de vários estados estão incentivando a população a tomar uma série de cuidados para não ser vítima de links e sites falsos, que simulam a aparência das páginas oficiais dos órgãos legítimos.

Como ocorre o golpe do IPVA?

O golpe do IPVA tem sido caracterizado justamente por essa falsificação de páginas nas quais os usuários emitem as guias de pagamento. Mas, se aquele site for falso, o contribuinte/cidadão corre o grande risco de escanear um código de pagamentos que vai levar o dinheiro para as contas de criminosos e não dos estados, que recolhem esse imposto.

Além da simulação de sites oficiais, os criminosos também podem enviar mensagens para os celulares ou WhatsApp direcionando para esses links falsos, algo que os governos não fazem. Muitos usuários que já tiveram prejuízos com o golpe do IPVA relatam que encontraram esses sites entre os primeiros nas páginas de busca.

Dicas para evitar prejuízos

Por isso, é fundamental verificar as dicas que os próprios estados brasileiros estão passando, já que, dificilmente, esse precioso dinheiro será recuperado. E, antes de seguirmos com as orientações, saiba que a orientação das forças policiais é que as vítimas do golpe do IPVA – e de qualquer outra ação fraudulenta – façam o registro do Boletim de Ocorrência.

A primeira dica de ouro é: nenhum estado envia links por meio de mensagens, e-mail ou faz quaisquer comunicações diretas com o contribuinte. Toda a comunicação do governo sobre esse tema é feita por meio de anúncios em diferentes mídias e por meio dos sites oficiais, incluindo as Secretarias de Fazenda, que são responsáveis pelo recolhimento.

E agora é que vem uma dica fundamental: você pode consultar, em seu estado, quais são os dados corretos da Secretaria de Fazenda, como o CNPJ, o banco de destino do dinheiro e o nome completo do órgão. Dessa forma, no momento da transação via Pix, por exemplo, você conseguirá ver se o destinatário está correto.

Outras orientações são: acessar somente o site oficial da Secretaria de Fazenda de seu estado e evitar os buscadores que podem levar para links falsos. Em muitos estados, estão disponíveis também aplicativos oficiais, que podem ser utilizados. Mas, para evitar cair no golpe do IPVA, toda atenção é pouca. Por isso, confira se o link acessado está correto e se aquele ambiente de navegação é seguro (busque o cadeado ao lado do link, que mostra que aquela conexão é segura).

Nos perfis oficiais dos estados é possível ver mais dicas e, ainda, conferir as páginas oficiais, com os sites corretos. Por isso, faça sempre esse movimento de seguir várias orientações e cheque cada passo. É fundamental, ainda, não cair em descontos tentadores ou avisos de último dia de pagamento, pois, como você sabe, os estados não se comunicam dessa forma.

E se eu cair no golpe?

Se você caiu no golpe, infelizmente, a única opção é fazer o Boletim de Ocorrência. Em alguns casos, as forças policiais conseguem recuperar os valores. Mas, se isso não for possível, o prejuízo é sim do cidadão, e é por isso que a atenção deve ser redobrada para não cair no golpe do IPVA.

Contudo, muitos estados já anunciaram que trabalham para a remoção de sites falsos e o encerramento de contas que estão sendo utilizadas para a aplicação dessa fraude. E você, já ouviu falar neste tipo de golpe?

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.