04/06/2026
03h10
Golpes da Copa

A Copa do Mundo de 2026 começa em junho nos Estados Unidos, Canadá e México, e a animação dos torcedores já está a todo vapor. Ingressos, pacotinhos do álbum, produtos oficiais, tudo aquilo que faz parte da experiência de acompanhar o Mundial. Mas os golpes da Copa estão crescendo na mesma velocidade, e quem não presta atenção pode perder dinheiro sem ter como recuperar.

Só para ter noção do tamanho do problema: pesquisadores identificaram mais de 4.300 sites fraudulentos usando a marca da FIFA para enganar torcedores. Além disso, mais de 222 sites falsificados imitam o design da Panini e exibem até o cadeado de segurança na barra de endereço. Os golpes da Copa chegam com aparência convincente, o processo de compra parece normal, mas o produto nunca chega e o dinheiro some.

Por que o Pix virou a ferramenta preferida dos golpistas

Imagine pagar por um pacotinho do álbum ou por um ingresso, receber a confirmação do pedido e depois o silêncio total. Nenhuma entrega, nenhum atendimento, nenhuma resposta. Isso acontece porque na hora do pagamento, os golpistas usam o Pix como armadilha final: a transferência é imediata e não pode ser desfeita como um estorno de cartão de crédito, e eles usam empresas de fachada para receber o valor.

Com o cartão, o banco pode acionar mecanismos de contestação em casos de fraude comprovada. Com o Pix, o dinheiro sai instantaneamente e, na prática, é muito difícil rastreá-lo ou recuperá-lo. Por isso, pagar via Pix para lojas desconhecidas nunca foi tão arriscado quanto agora, especialmente em época de grande evento esportivo.

Os golpes da Copa 2026, mais comuns

Os golpes da Copa se concentram em três frentes principais. A primeira são os ingressos falsos, vendidos em sites que copiam o visual da FIFA usando cores e elementos idênticos aos originais para provocar confiança automática, especialmente quando a ansiedade por um ingresso reduz a atenção aos detalhes. A segunda são produtos piratas, como camisas e acessórios vendidos como licenciados sem qualquer relação com as marcas reais.

A terceira frente é o álbum da maraca oficial falso, que também entrou na lista de golpes da Copa. O detalhe que denuncia o produto falsificado é a quantidade de figurinhas: o pacote oficial tem 7 cromos, enquanto o falso tem apenas 5. Parece um detalhe pequeno, mas é exatamente esse tipo de informação que evita um prejuízo antes mesmo de fechar o carrinho.

Como identificar um site ou oferta suspeita

Antes de qualquer pagamento, fique atento: os golpes da Copa costumam usar endereços de site muito parecidos com os oficiais. Domínios fraudulentos usam extensões como “.store” ou “.shop” e fazem pequenas alterações no endereço original, como troca, omissão ou adição de caracteres. Desconfie também de preços muito abaixo do mercado.

Terceiro, não clique em links recebidos por mensagens de SMS, e-mail ou WhatsApp, pois essas são as formas mais comuns de atrair vítimas para páginas falsas. E lembre-se: o cadeado que aparece no navegador não garante que o site é seguro. Ele só indica que a conexão é criptografada, o que qualquer página pode ter, incluindo as fraudulentas.

O que fazer se você já caiu no golpe

Se o pagamento já foi feito e o produto não chegou, o primeiro passo é contatar o seu banco imediatamente e explicar a situação com detalhes. Mesmo com Pix, alguns bancos conseguem efetuar a devolução quando a denúncia é feita rapidamente, então o tempo aqui faz diferença. Em seguida, registre um boletim de ocorrência na delegacia de crimes digitais do seu estado, o que pode ser feito pela internet na maioria dos casos.

Depois, denuncie o site ao Procon do seu estado e à Safernet Brasil, plataforma gratuita para denúncias de fraudes online. Guarde prints, comprovantes e todo o histórico de conversa, pois esse material é essencial para qualquer contestação. Quem se informa sobre os golpes da Copa, compra pelo canal oficial e desconfia de preços fora da realidade já está muito mais protegido do que a maioria.

Sobre o Autor

Mariana Murta
Mariana Murta

Atua desde 2022 como analista de conteúdo do Utua. Já escreveu mais de 2.400 textos para diversos países, explorando diferentes culturas e estilos de comunicação.