Você já ouviu falar em Home Equity? O termo em inglês significa, em nosso bom português, empréstimo com garantia de imóvel. Em momentos em que as taxas de juros estão elevadas, com a Selic ainda próxima dos 15%, é comum que os juros de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e utilização de cheque especial subam, correto?
E por que estamos unindo esses dois temas? Bom, acontece que muitas pessoas que têm um imóvel já quitado ou que já está quase terminando o financiamento, recebem constantemente ofertas de empréstimos com juros baixos, mas na modalidade Home Equity. Enquanto as ofertas de juros próximos de 1% ao mês atraem, é preciso, contudo, ter cautela.
Como funciona o Home Equity?
Existe um ditado que diz que “não existe almoço grátis” no mercado financeiro. Embora a taxa de juros do Home Equity seja baixa, o que muita gente não percebe é que o valor é pequeno e atrativo porque o risco para o banco é quase zero. Ou seja: se você não pagar, a casa muda de dono – e sim, ela pode virar um bem do banco no qual você contraiu o empréstimo. A questão é: quando essa troca de risco vale a pena para o seu bolso?
Essa análise deve ser feita com muita calma, porque, para a maioria dos brasileiros, perder a casa seria uma verdadeira tragédia. Mesmo que haja diversas tentativas de o banco cobrar a dívida antes da alienação do bem, é preciso sim considerar essa possibilidade. E entender quando solicitar um empréstimo assim é justamente o nosso próximo passo.
Quando solicitar esse tipo de empréstimo?
Você nunca deve solicitar o Home Equity para consumo (viagens ou carros),e isso precisa ficar bem claro. A principal indicação para esse tipo de contratação é a consolidação de dívidas, que é justamente substituir dívidas caras e que crescer de forma astronômica para uma dívida mais barata, com taxas de juros mais baixas.
Se você está enrolado no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial, produtos nos quais os juros podem ultrapassar 10% ou 15% ao mês, trocar essa bola de neve por uma parcela de 1% ao mês pode ser uma boa estratégia. Você substitui uma dívida que dobra de tamanho em poucos meses por uma que cabe no orçamento e tem data para acabar. É o que chamamos de alavancagem saudável: usar o seu patrimônio para salvar o seu fluxo de caixa.
O que é a alienação fiduciária?
Não precisamos dizer que você deve buscar instituições bancárias seguras e ler o contrato inteiro antes de contratar o Home Equity, não é mesmo? Bom, ao assinar esse tipo de empréstimo, você estará ingressando na chamada Alienação Fiduciária. Na prática, isso significa que a propriedade do imóvel é transferida para o banco até que a última parcela seja paga – mas, em todo o período, você seguirá morando no imóvel.
Dicas práticas para você!
Uma dica prática para isso é: nunca comprometa mais de 20% do seu orçamento mensal na parcela do Home Equity, pois isso evita um peso grande na sua renda mensal e o risco de atrasos. E, como sempre dizemos aqui no Clube Utua: o planejamento financeiro e o cumprimento do mesmo é fundamental para que a sua família não se exponha ao risco do endividamento e de um processo que envolve o seu próprio lar.
Além disso, se o seu objetivo é aplicar o valor do empréstimo em um negócio, saiba que é necessário entender se o retorno do investimento é superior ao custo total da dívida. Do contrário, não compensa contratar esse tipo de crédito. Por fim, tente ao máximo amortizar as parcelas para pagar menos juros possível e recuperar mais rapidamente o seu imóvel.