Você já ouviu falar em horizonte de tempo quando o assunto é investimento? Esse é um conceito relativamente simples, mas que envolve uma série de variáveis que devem ser observadas. Se você está começando a ganhar maturidade nesse mundo dos investimentos, provavelmente já organizou as suas finanças, não é mesmo?
É possível que você tenha desenvolvido um planejamento financeiro com diferentes metas e prazos e que esteja sempre revisando seu orçamento mensal para garantir que tudo saia conforme o planejado. O horizonte de tempo é essa mesma ferramenta de colocar os objetivos financeiros no centro das decisões, mas, desta vez, com o foco nos investimentos.
Como o horizonte de tempo pode ajudar?
O horizonte de tempo nos ajuda a optar pelo investimento que cumprirá com determinado objetivo. Vamos a um exemplo? Se você está pensando em investir para sua aposentadoria, com certeza um investimento de longo prazo é a melhor opção. Entre as possibilidades, estão aplicações com prazos de carência – em que você só pode retirar os recursos após um prazo pré-determinado -, e até mesmo aqueles mais voláteis.
Quando falamos em volatilidade, estamos falando de preços de ativos que flutuam. No curto prazo, isso pode não ser tão positivo, mas, a longo prazo, a rentabilidade em ativos mais voláteis – e arriscados – pode ser mais alta. Mas atenção: como o exemplo aqui é aposentadoria, talvez o ideal seja apostar em ativos mais seguros, combinado?
Diferentes variáveis para avaliação
Como dissemos anteriormente, o conceito do horizonte de tempo, de forma isolada, é bastante simples. Mas é preciso maturidade para avaliar não só o prazo de um investimento, mas tudo aquilo que isso implica, como a necessidade de analisar os riscos e a própria rentabilidade real, que é aquele elemento que nos mostra o quanto o dinheiro rendeu após descontos e se aquela quantia teve ganhos acima da inflação.
A mensagem que queremos passar no artigo de hoje é complementar a diversos artigos publicados no Clube U.: é preciso conhecer o tripé dos investimentos (liquidez, rentabilidade e riscos) e quais são os tipos de riscos e de rentabilidade que cada ativo financeiro traz, pois é somente desse modo que conseguiremos fazer as escolhas corretas.
A importância de definir objetivos
Contudo, antes de finalizarmos o assunto de hoje, vamos refletir sobre a necessidade de pensar nos investimentos com diferentes objetivos, pois cada aplicação que você faz deve respeitar um prazo diferente de acordo com essa meta. Se você já tem uma reserva de emergência formada, provavelmente o horizonte de tempo quase não existe, porque esse objetivo precisa ter alta liquidez – a rentabilidade aqui será um bônus, pois não é o objetivo.
Para comprar uma casa de férias em 5 anos, você pode aproveitar rendimentos mais altos, com ativos seguros, mas que tenham ali retornos melhores. No caso da poupança, como citado anteriormente, ativos de longo prazo são os ideais. O interessante aqui é perceber que é possível gerenciar os riscos e ao mesmo tempo fazer boas escolhas e, principalmente, diversificar a carteira de investimentos.