29/05/2026
13h40
imposto para mei

A possibilidade de abrir uma empresa como Microempreendedor Individual (MEI) mudou a realidade de muitos brasileiros. Mas boa parte dos mais de 16 milhões inscritos não sabe exatamente quais tributos paga todo mês.

Se você é um deles, pode respirar: o imposto para MEI é mais simples do que parece. Neste texto, a gente explica tudo de forma direta, com os valores atualizados de 2026 e as mudanças que você precisa conhecer.

O principal imposto para MEI: o DAS

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é a guia única que reúne todos os tributos do MEI em um único boleto mensal. Dependendo da atividade, ele inclui o INSS (5% do salário mínimo vigente), o ICMS se você vende produtos (R$1,00) e/ou o ISS se você presta serviços (R$5,00).

Na prática, quem é MEI de comércio paga INSS mais R$1,00 de ICMS, o que resulta em aproximadamente R$82,00 por mês em 2026. Quem presta serviços paga INSS mais R$5,00 de ISS, chegando a cerca de R$86,00.

E quem faz as duas coisas paga INSS, ICMS e ISS juntos, totalizando em torno de R$87,00. Os valores do INSS variam a cada reajuste do salário mínimo, então vale checar o valor exato do imposto para MEI no portal do Empreendedor.

MEI paga imposto de renda?

Essa é uma das dúvidas mais comuns. O imposto para MEI não inclui IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) sobre o faturamento mensal, e essa é uma das maiores vantagens do regime. Você paga apenas o DAS e não precisa declarar lucros mensalmente para a Receita Federal – embora exista a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN) que veremos abaixo.

No entanto, a partir de 2026, a distribuição de lucros acima de R$ 50 mil por mês passou a ter tributação de dividendos. Na prática, a maioria dos MEIs fica bem abaixo desse limite e não é afetada. Mas se você retira uma quantia alta do negócio todo mês, vale conversar com um contador.

Além do DAS: obrigações que não podem ser ignoradas

Pagar o imposto para MEI mensalmente é essencial, mas não é a única obrigação do microempreendedor. Há três outras que merecem atenção para que a situação do seu negócio sempre se mantenha regular.

A DASN-SIMEI é a declaração anual de faturamento do MEI. É gratuita, feita pelo portal do Empreendedor e deve ser enviada todo ano até 31 de maio, mesmo que você não tenha faturado nada. Quem atrasa paga multa mínima de R$50,00 e é sempre importante em dia com essa obrigação.

A emissão de nota fiscal é obrigatória sempre que o cliente for outro CNPJ e também quando o cliente pessoa física solicitar. Já o limite de faturamento em 2026 é de R$ 81 mil por ano. Ultrapassar esse valor implica desenquadramento do regime, e o PLP 108/2021, ainda em discussão no Congresso, propõe ampliar esse teto.

NFS-e nacional: o que mudou para o MEI de serviços

A NFS-e nacional padronizou a emissão de notas fiscais de serviços em todo o Brasil. Antes, cada município tinha seu próprio sistema, o que gerava confusão, especialmente para quem prestava serviços em mais de uma cidade.

Com a unificação, o imposto para MEI prestador de serviços ficou mais rastreável: prefeituras e Receita Federal cruzam automaticamente as notas emitidas com o faturamento declarado na DASN-SIMEI.

Isso significa que emitir nota fiscal regularmente, e não só quando o cliente pede, protege você de inconsistências que podem gerar notificações ou até exclusão do Simples.

Regularidade é a melhor proteção do seu negócio

Entender o imposto para MEI é o primeiro passo para manter o negócio saudável. MEI com DAS atrasado perde o direito ao benefício do INSS, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, e pode ser excluído do regime, perdendo todas as vantagens.

A boa notícia é que o sistema do MEI foi feito para ser simples: com um boleto mensal, uma declaração anual e atenção ao limite de faturamento, você mantém tudo em dia. E se você ainda não abriu seu MEI ou está pensando em crescer além do limite, vale procurar um contador para avaliar qual regime faz mais sentido para o seu momento.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.