16/06/2026
17h21
manutenções frequentes

Ter um carro pode representar um sonho para muitos ou uma questão de necessidade. Mas se existe algo que une todos é aquela dúvida que chega quando as manutenções frequentes começam a pesar no bolso: será que está na hora de trocar o veículo?

Essa decisão envolve mais do que apego ao veículo antigo. É uma questão financeira que precisa ser vista com todo o cuidado. Muitas pessoas ignoram as manutenções frequentes por muito tempo, gastando dinheiro com visitas cada vez mais caras ao mecânico e até mesmo deixando de fazê-las pelos altos custos.

Quando as manutenções frequentes viram mau negócio?

Investir em um carro que perde valor com o tempo não é uma estratégia bem vista por especialistas de finanças. Se os consertos são frequentes – mesmo que individualmente cada um pareça razoável -, a soma anual pode ser expressiva.

Por isso, quando as manutenções frequentes começarem a ficar inviáveis financeiramente ou você estiver cansado de pagar por consertos sem fim, verifique se compensa seguir pagando por isso.

E pense em algo mais importante: qual é o preço da insegurança de não saber quando a próxima pane vai acontecer? As manutenções frequentes de um carro custa caro não só para o bolso, mas porque não é possível contar com aquele meio de transporte mais.

Um carro que passa mais tempo na oficina do que na rua já não é uma ferramenta de mobilidade, é uma fonte de estresse financeiro.

Qual é a melhor estratégia: trocar ou vender?

A resposta depende muito da situação financeira e das necessidades de cada pessoa. Para quem usa o carro apenas para percursos curtos, como ir ao trabalho e fazer compras, um modelo mais simples e econômico pode ser suficiente para sanar o problema das manutenções frequentes e não gastar mais.

Nesse caso, trocar o carro problemático por uma versão mais básica, mesmo que seja um modelo mais antigo com bom histórico de manutenção, pode ser uma saída inteligente.

Quem usa o carro para trabalhar, seja como motorista de aplicativo, representante comercial ou prestador de serviços, precisa de um veículo mais confiável. Para esse perfil, um financiamento de um carro seminovo bem avaliado pode ser mais vantajoso do que continuar bancando consertos imprevisíveis.

Financiar um carro novo vale a pena com juro alto?

Essa é uma pergunta válida especialmente em 2026, com a Selic em 14,50% ao ano (dado de junho de 2026). Os juros de financiamento de veículos costumam ficar bem acima da Selic, o que torna o custo do crédito bastante alto.

Quando a entrada é pequena e o prazo longo, o valor pago no final pode superar em muito o preço de tabela do carro. E essa é mais uma cilada que um carro com manutenções frequentes no traz, porque a necessidade pode forçar escolhas impensadas.

Por isso, antes de fechar um financiamento, vale calcular o CET, Custo Efetivo Total, que inclui juros, seguros e tarifas. Esse número aparece no contrato e é o mais honesto para comparar propostas. Uma diferença de poucos pontos percentuais na taxa pode representar milhares de reais ao longo do financiamento.

Alternativas além do financiamento tradicional

Nos últimos anos, surgiram alternativas que podem fazer mais sentido para certos perfis. A assinatura de carro é uma delas: em vez de comprar, o cliente paga um valor mensal fixo que já inclui manutenção, seguro e IPVA. Não é ideal para todo mundo, mas pode ser vantajosa para quem quer previsibilidade e não gosta de lidar com imprevistos mecânicos.

Para quem mora em cidade grande com bom transporte público, outra alternativa é reduzir a dependência do carro próprio, combinando ônibus, metrô e aplicativos de transporte.

Pode soar radical, mas a conta muitas vezes surpreende: seguro, IPVA, manutenção, combustível e depreciação juntos representam um custo mensal significativo, muitas vezes subestimado.

Antes de decidir, faça as contas

Seja qual for a escolha – consertar (e seguir com manutenções frequentes), trocar, financiar ou reduzir o uso do carro -, o mais importante é tomar a decisão com base em números reais.

O carro pode ser uma necessidade ou um conforto, mas nunca deve ser uma armadilha financeira que drena recursos que poderiam estar sendo usados de forma mais estratégica.

Quem entende o custo real de ter um veículo toma decisões mais conscientes e chega mais longe, com mais tranquilidade.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.