O conflito no Oriente Médio está trazendo custos cada vez mais altos para os brasileiros – e para todo mundo. Mas você já parou para pensar no impacto da guerra no ar? Menos voos e redução de rotas tem sido o plano de companhias aéreas brasileiras, que já anunciam cortes para frear os prejuízos com a alta do combustível.
Infelizmente, para quem tem viagem marcada ou tinha planos para conhecer destinos nacionais ou internacionais, essa notícia traz aquela frustração. Será que o anúncio de menos voos ou cortes em rotas pode afetar as suas viagens? É sobre esse tema delicado que o Clube Utua se dedica hoje. Vamos entender melhor?
Por que a guerra no Irã afeta o preço do combustível?
O petróleo é uma das matérias-primas mais sensíveis a conflitos geopolíticos. Quando há tensão em regiões produtoras ou em corredores estratégicos de transporte, o preço do barril sobe, como vimos desde o início de mais um conflito no mundo.
Com a guerra no Irã, o preço médio global do querosene de aviação (o QAV, que é o combustível dos aviões) teve altas históricas. E isso é muito importante, porque o combustível é um dos principais custos operacionais das companhias aéreas. E é por isso que o anúncio de menos voos faz mais sentido a partir desse dado.
Menos voos e corte em rotas: a estratégia das companhias
A resposta das aéreas foi cortar rotas, principalmente internacionais, e anunciar menos voos. A Latam, por exemplo, anunciou redução de 3% na oferta de voos em junho e julho para conter o aumento dos custos.
Enquanto isso, a Azul cortou cerca de 5% de sua capacidade operacional. No total, o Brasil perdeu 93 voos diários, o que, no acumulado de um mês, representa milhares de assentos a menos disponíveis para os passageiros. E menos voos, como você deve imaginar, significa oferta menor – e a possibilidade real de preços elevados.
Além do corte de frequências, algumas rotas menores, que já operavam com menor demanda, correm risco de ser descontinuadas. Cidades do interior e destinos menos procurados tendem a ser os primeiros a sair da malha aérea quando os custos pressionam.
O que muda para quem quer viajar pelo Brasil?
Na prática, com menos voos disponíveis, você pode sentir o impacto de três formas: menos horários para escolher, conexões mais longas (quando o voo direto deixa de existir) e passagens mais caras.
Se você estava pensando em viajar, esse cenário pede planejamento. E anote o que estamos dizendo: em nossa vida financeira, quanto antes começamos a nos planejar, melhor é.
Dicas para não sair no prejuízo
Se há menos voos disponíveis, a principal dica para comprar passagens é verificar preços com antecedência. Para voos nacionais, o ideal é garantir a passagem entre 30 e 90 dias antes da data da viagem. Com menos assentos disponíveis e preços pressionados para cima, quem deixa para a última hora tende a pagar bem mais.
Outra estratégia é usar ferramentas de monitoramento de preços, como aplicativos e sites que acompanham as variações das tarifas e avisam quando há queda. Viajar em dias menos concorridos, como terças, quartas e sábados, também costuma render preços melhores do que sextas e domingos.
E se a viagem não tiver data fechada, vale considerar os meses de março a junho, período de baixa temporada no mercado aéreo doméstico, com tarifas historicamente mais acessíveis – verifique os melhores momentos para destinos internacionais.
Nem sempre é possível controlar o que acontece no mundo. Mas é possível controlar quando e como você age. Neste momento, antecipar decisões financeiras é uma das formas mais concretas de proteger o seu dinheiro de cenários instáveis.