20/04/2026
13h59
método dos potes

Organizar as finanças pessoais não precisa ser difícil. Afinal, cada pessoa tem um jeito próprio de se relacionar com o dinheiro, e faz sentido que um mesmo modelo de controle de gastos não funcione para todo mundo. Se planilha cheia de fórmula não é a sua praia, duas abordagens podem te ajudar: o método dos potes e a regra 50-30-20.

Uma coisa, porém, é certa: não dá para abrir mão de um planejamento mínimo, sob o risco de os imprevistos nos afastarem dos nossos sonhos. Hoje, a gente mostra como esses dois sistemas podem transformar a sua relação com o dinheiro. Vem com a gente?

O que é o método dos potes?

Também conhecido como método dos 6 potes, ele foi criado por T. Harv Eker, autor do livro “Os segredos da mente milionária”. A proposta é simples: você divide a sua renda (salário, trabalhos como autônomo, pix de bico, qualquer entrada) em seis áreas da vida, e cada uma delas recebe um percentual fixo — como se fosse mesmo distribuído em 6 potes diferentes.

Como dividir a grana entre os potes?

➡️ 55% para necessidades essenciais — moradia, alimentação, transporte, saúde. É a maior fatia porque cobre os custos que não dá para adiar.
➡️ 10% para lazer e diversão — aquele restaurante, o passeio, o streaming. Não é desperdício: é o que torna a rotina sustentável.
➡️ 10% para educação — cursos, livros, formações. Não precisa ser faculdade: vale qualquer aprendizado que te faça crescer.
➡️ 10% para reserva e aposentadoria — o dinheiro guardado para imprevistos (a reserva de emergência, aquele fundo que te protege se acontecer uma perda de renda ou uma despesa inesperada) e para o longo prazo.
➡️ 10% para investimentos — o dinheiro que trabalha para crescer com o tempo.
➡️ 5% para doações ou presentes — uma ajuda a quem precisa ou um mimo para alguém querido.

Por que lazer e doações entram na conta?

Você deve ter reparado que há espaço tanto para diversão quanto para generosidade. Isso tem uma razão: a gente é humano, e cuidar de si e das pessoas à nossa volta faz parte do bem-estar.

Por isso, planejar esses gastos, em vez de ignorá-los, é o que permite aproveitá-los sem culpa — e sem estourar o boleto no fim do mês.

E o método 50-30-20?

A lógica é parecida, mas mais enxuta. Desenvolvido pela senadora norte-americana Elizabeth Warren, o sistema divide a renda em três fatias:

➡️ 50% para gastos essenciais — o básico do dia a dia;
➡️ 30% para desejos — lazer, roupa, cuidados pessoais, presente, tudo que traz bem-estar;
➡️ 20% para o futuro — construção de patrimônio (ou seja, tudo que aumenta a sua segurança financeira): reserva de emergência, quitação de dívidas, financiamentos, aposentadoria e investimentos.

Qual método escolher?

As duas abordagens caminham na mesma direção: dá para viver bem hoje, manter as contas em dia e ainda construir um amanhã mais tranquilo e a escolha depende do seu perfil.

Se você gosta de mais detalhe, o método dos potes dá um controle mais fino. Agora, se prefere algo direto ao ponto, a regra 50-30-20 é mais prática.

Como começar ainda hoje?

Orçamento não é prisão — é clareza, e clareza cabe numa conta simples! Por isso, pegue o valor da sua renda do mês (se você é autônomo, use a média dos últimos três meses), escolha entre o método dos potes ou o 50-30-20, e aplique os percentuais. Anote num caderno, num app ou até num papel guardado na carteira. Depois de dois ou três meses, revise: o que encaixou, o que precisa ajustar.

Organização não acontece no primeiro mês, mas se você persistir, isto é, se não desistir — seja com método dos 6 potes, seja com as três fatias do 50-30-20 —, vai perceber que dá, sim, para cuidar do presente e do futuro sem abrir mão do equilíbrio. Que tal tentar por aí?

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.