Você já ouviu falar em orçamento deficitário? É possível que já tenha tido contato com essa expressão em noticiários, quando se fala, por exemplo, das contas dos órgãos públicos que não estão se fechando. Mas a verdade é que nas nossas vidas, enquanto cidadãos, também corremos esse mesmo risco de ter déficits no orçamento.
O significado disso é muito simples: um orçamento deficitário ocorre quando gastamos mais do que recebemos. Se as nossas contas do mês superam os rendimentos, isso significa que estamos em um caminho muito complicado, que conduz as finanças para um patamar de endividamento muito difícil de controlar.
Causas do orçamento deficitário
Nós já vimos que o orçamento deficitário nada mais é que gastar mais do que se recebe. E quando falamos em rendimentos, é preciso considerar os salários, que são mais comuns entre os brasileiros, mas também fontes de renda como aqueles aluguéis de imóveis e outros meios de renda passiva, como o retorno de investimentos.
A pergunta que devemos fazer agora é: por que é tão comum vermos os déficits em orçamentos pessoais? Há várias explicações para isso, mas vamos trazer alguns exemplos para entendermos as origens disso. Uma explicação bastante simples é aquela relacionada a um padrão de consumo e de vida que está acima daquele que podemos ter.
Em um mundo com tantos estímulos de consumo, sempre queremos algo a mais, mesmo que isso não caiba em nosso orçamento. E a cereja do bolo vem agora: nós queremos consumir e, graças a opções de crédito fáceis, como o limite do cartão de crédito ou do cheque especial, e até mesmo de empréstimos, nós compramos até mesmo aquilo que irá nos comprometer por longos períodos de tempo.
Nem sempre, contudo, o orçamento deficitário é uma consequência de nossas atitudes de consumo. Quando perdemos um emprego ou temos um gasto fora do previsto, o dinheiro pode encurtar e os rendimentos se tornam insuficientes para arcarmos com tantos prejuízos. Até mesmo casais que se separam podem vivenciar essa situação, porque deixaram de ter aquele mesmo rendimento em conjunto.
Como fugir dos déficits?
A boa notícia é que não é difícil conquistar um orçamento neutro, em que não sobre mas não falta, ou o orçamento superavitário, que é o mundo ideal, já que, nesse caso, o dinheiro cobre todas as despesas e ainda “sobra” para fazer aquela poupança ou aquele investimento. E é atrás desse superávit que devemos viver, sempre.
Para isso, existem duas ferramentas importantíssimas: a construção de um orçamento, no qual você colocará a sua renda fixa e variável, além dos gastos fixos e variáveis; e a formação de uma reserva de emergência, essencial para cobrir despesas fixas nos momentos de imprevistos. Ao fazer um orçamento detalhado, você conseguirá visualizar de onde vem o seu dinheiro e como ele está sendo gasto.
Com esse mapeamento em mãos, veja quais despesas estão ultrapassando a renda disponível. O que é possível reduzir para permitir que sua renda seja suficiente para os compromissos financeiros? Essa pergunta é fundamental para sair de um orçamento deficitário e conquistar mais tranquilidade. Pense nisso e coloque em prática essas duas ferramentas essenciais em nossas vidas financeiras!