Você assina streamings para assistir filmes, mas nunca tem tempo. Você paga a academia para frequentar por um ano, mas não vai. Enquanto isso, os pagamentos recorrentes estão sendo cobrados em seus cartões de crédito, débito ou conta corrente. Ao final do mês, quando não sobra nada, você pensa: “eu trabalho demais, mas nunca sobre dinheiro!”.
Qual será o caminho misterioso que o seu dinheiro está percorrendo? Alguém está te furtando e você não percebe? Ou você está deixando de observar que gastos chamados invisíveis sejam a estrada que leva a sua vida financeira ao abismo? Hoje, vamos refletir sobre isso juntos, aqui no Clube Utua, e entender por que é preciso avaliar os pagamentos recorrentes com frequência.
O que são pagamentos recorrentes?
Antes de seguirmos, é importante lembrar que os pagamentos recorrentes não são, por si só, um problema. Pelo contrário: essa automatização é muito interessante para algumas contas básicas de consumo, como água, energia, telefonia e internet. Mas é claro: você sempre tem que conferir o valor desses boletos e manter dinheiro em conta para que o débito (a cobrança) seja feito de forma automática.
Mas, nos dias de hoje, muitos pagamentos recorrentes são feitos em serviços por assinatura, como aqueles relacionados aos aplicativos de música, filmes, jogos, academias, entre outros. E isso não tem problema nenhum caso você realmente utilize esses serviços e que eles representem benefícios para o seu dia a dia.
Onde mora o perigo?
O perigo dos pagamentos recorrentes reside no seguinte sentido: por se tratar de pagamentos automáticos, sejam eles mensais, trimestrais, semestrais ou anuais, você é cobrado sem ser questionado se ainda usufrui daquele serviço. Ou seja, se você já não assiste mais filmes porque mudou sua rotina, muito dificilmente vai se lembrar de interromper aquela cobrança.
É mais provável que você sempre adie essa interrupção, porque pensa: “ah, depois eu olho, pois quero voltar a assistir filmes”. No final das contas, você está pagando R$ 30,00 para o streaming; R$ 99,90 para a academia; R$ 19,90 para ouvir músicas sem pausas e quando não há internet, e outros R$ 30,00 para um streaming de outra empresa, já que a sua série preferida não passa no primeiro streaming e assim por diante.
Bu: a soma que assusta!
Se você somar os valores dos pagamentos recorrentes que exemplificamos acima, vai perceber que são quase R$ 200,00 (duzentos reais) só de aplicativos e serviços que você nem sempre utiliza. Então, por que não avaliar, periodicamente, e fazer uma limpa naquilo que não faz mais sentido? Essa é uma dica de ouro e que você deveria levar a sério a partir de hoje, pois o seu orçamento pode estar com um verdadeiro buraco devido a essas cobranças automáticas.
Abra seu aplicativo bancário e observe quantas compras assim são realizadas mensalmente ou em outros períodos de tempo. Logo após, reflita sobre cada uma delas e, com muita sinceridade, verifique se aqueles pagamentos recorrentes fazem sentido para o seu ritmo de vida atual. Se a resposta for não, não deixei para depois: desative as cobranças em cada aplicativo.
O alívio que o seu bolso precisa!
Se pararmos para pensar, o valor das assinaturas às vezes é o mesmo da conta de energia que você tanto reclama de pagar. Por isso, está na hora de trazer alívio para o seu bolso e entender que os pagamentos recorrentes, mesmo que de valores pequenos, causam sim um verdadeiro rombo financeiro, já que somados eles se tornam grandes demais.
Esperamos que essas reflexões o ajudem a colocar as assinaturas em dia, com o devido cancelamento daquelas que já não são utilizadas. Lembre-se: quem deseja equilíbrio financeiro e mais reservas para investir precisa enxugar os pequenos gastos e manter um orçamento e planejamento bem detalhados para entender o caminho exato do dinheiro. Pense nisso e até a próxima oportunidade aqui, no Clube Utua!