A passagem aérea em 2026 está custando mais caro, e os números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmam o que muita gente já sentiu no bolso. Em maio, a tarifa média dos voos domésticos chegou a R$632,53, alta de 11,2% em relação a maio de 2025, quando o valor era R$568,96.
Na comparação com maio de 2024, quando a média foi de R$589,34, o aumento foi de 7,3%. Neste texto, a gente explica os motivos por trás dessa alta no valor da passagem aérea em 2026 e por que os preços de voo oscilam tanto ao longo do ano. Além disso, você irá conferir dicas para se antecipar à alta temporada, quando os valores sobem naturalmente.
O que os dados da Anac mostram sobre 2026?
Os dados da Anac mostram alta, mas nem todo mundo está pagando mais caro. Em maio, 49,1% das passagens domésticas custaram menos de R$500,00 e 20,7% ficaram abaixo de R$300,00. Ou seja, quem pesquisa com antecedência e tem flexibilidade de datas ainda encontra tarifas em conta.
Mas a média geral subiu, e isso mostra que o cenário da passagem aérea em 2026 é de encarecimento, puxado por um fator bem específico: o combustível. E, como sempre falamos aqui no Clube Utua, o que acontece do outro lado do mundo também interfere em nosso Brasil, e é isso que veremos no tópico a seguir.
Querosene e guerra no Irã: o combustível que pesa no preço
O querosene de aviação, conhecido no setor como QAV, é um dos maiores custos de qualquer companhia aérea, e chega a representar cerca de 30% das despesas totais. Com a escalada da guerra no Irã, iniciada em fevereiro, o preço do barril de petróleo disparou, porque a região concentra grandes produtores e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
A Petrobras reajustou o QAV em 55% em abril e mais 18% em maio, e o combustível chegou a subir quase 100% desde o início do conflito. Em julho, com o arrefecimento da guerra, a Petrobras reduziu o preço em 14,5%, mas o efeito nas passagens ainda deve demorar a aparecer no bolso do passageiro. Entender esse cenário ajuda a explicar por que a passagem aérea em 2026 ficou tão mais cara em poucos meses.
Demanda, alta temporada e um preço que muda a cada minuto
Além do combustível, tem outro fator que empurra o preço para cima: a demanda. Dezembro costuma ser o mês mais caro do ano para voar, por causa das festas de fim de ano. Exemplo disso é que, em dezembro de 2025, a tarifa média chegou a R$763,00 ainda de acordo com dados revelados pela Anac.
Já em períodos de baixa procura, o preço tende a cair. Isso acontece porque as companhias aéreas usam sistemas automáticos que analisam em tempo real quantas pessoas buscam aquele voo, o histórico de vendas da rota e quantos assentos ainda estão disponíveis.
Como se planejar diante da oscilação da passagem aérea em 2026?
Com tantos fatores em jogo – combustível, câmbio, guerra e demanda -, dá para identificar padrões e economizar de verdade na compra da passagem aérea em 2026. Pesquisar com antecedência é o primeiro passo, porque os sistemas de precificação dinâmica costumam favorecer quem compra cedo.
Ter flexibilidade de datas também ajuda, já que viajar fora de feriados prolongados e da alta temporada costuma sair mais em conta. Vale comparar preços em diferentes horários e usar ferramentas de monitoramento de tarifas, que avisam quando o valor cai.
Se você viaja com frequência, programas de milhas podem compensar boa parte do gasto ao longo do ano. Guardar uma reserva mensal para viagens, mesmo que pequena, evita que uma alta repentina pese demais no orçamento do mês.
No fim das contas, entender a passagem aérea em 2026 é entender que o preço reflete forças que vão muito além da sua escolha de destino e que se planejar com calma ainda é a melhor forma de viajar sem sufocar o orçamento.