03/08/2026
10h24
pix no exterior

Se você está planejando uma viagem, temos uma boa notícia: usar o Pix no exterior já é possível em alguns destinos, e a tendência é que essa possibilidade continue crescendo nos próximos anos, sabia?

Contudo, antes de sair fazendo compras lá fora contando com essa facilidade, é importante entender exatamente como isso funciona, porque ainda não existe um “Pix internacional” oficial do Banco Central, válido em qualquer lugar do mundo. Vem entender tudo aqui com a gente!

Onde o Pix no exterior já funciona?

Hoje (referência de 3 de agosto de 2026), o uso do Pix no exterior está disponível em oito países: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e, em acordos mais recentes, também França e Itália.

Isso significa que, nesses lugares específicos, você já consegue pagar em determinados estabelecimentos escaneando o QR Code local diretamente pelo aplicativo do seu banco brasileiro, sem precisar sacar dinheiro em espécie ou levar um cartão internacional na bagagem.

Como o Pix no exterior funciona na prática?

É importante entender que o Pix no exterior não depende de um acordo direto entre o Banco Central do Brasil e os bancos centrais de outros países, como muita gente imagina por engano. O que existe, na verdade, são parcerias entre bancos brasileiros e empresas de câmbio credenciadas, conhecidas como eFX, que fazem a conversão da moeda no momento da compra.

Na prática, o comerciante gera um QR Code no padrão local, você escaneia esse código pelo aplicativo do seu banco brasileiro, e a empresa parceira recebe o valor em reais, converte para a moeda do país de destino e entrega o pagamento ao lojista. O Banco do Brasil, por exemplo, mantém parceria com um banco argentino que já aceita Pix em milhares de estabelecimentos por lá.

Taxas que você precisa considerar antes de usar

Usar o Pix no exterior costuma ser mais barato do que pagar com cartão de crédito internacional ou levar dinheiro em espécie na viagem, mas não é uma opção totalmente gratuita. Dessa forma, precisamos verificar todos os detalhes para tomar a melhor decisão, em termos de valores e praticidade.

Incide uma taxa de IOF de 3,5% sobre o valor de cada transação, além de um spread cambial, que é a diferença entre o valor oficial da moeda estrangeira e o valor que você efetivamente paga, geralmente entre 2% e 3%. Ainda assim, esse custo tende a ser menor do que o cobrado por muitos cartões internacionais, que somam taxas de câmbio de 5% a 7% em diversos casos.

O que pode vir por aí?

O Banco Central estuda uma conexão com uma plataforma internacional de pagamentos instantâneos chamada Nexus, que poderia, no futuro, conectar o Pix a cerca de 60 países ao redor do mundo, ampliando bastante essa lista atual.

Esse projeto, porém, ainda está em fase de estudos e não tem data confirmada para entrar em funcionamento, então o mais sensato é não contar com essa expansão para uma viagem que você já tenha marcada para os próximos meses.

Antes de viajar, confira direto com o seu banco

Se você vai viajar em breve, o ideal é confirmar diretamente no aplicativo do seu banco se a função de Pix no exterior está disponível para o destino que você escolheu, e quais são as taxas exatas cobradas naquele momento, já que elas podem mudar.

Ter essa informação em mãos evita surpresas na hora de fechar as contas da viagem e ajuda você a decidir se vale mais a pena usar o Pix, o cartão internacional ou levar uma reserva em espécie.

Organizar esses detalhes antes de embarcar é um passo simples que pode economizar um bom dinheiro no fim da experiência, e que também deixa a viagem mais tranquila do início ao fim. Vale reforçar que usar o Pix no exterior é apenas uma ferramenta a mais no seu planejamento de viagem, não uma solução única, ok?

O ideal é sempre levar uma segunda forma de pagamento, como um cartão internacional ou uma reserva em espécie na moeda local, para os casos em que o estabelecimento não aceite QR Code ou em que o sistema esteja fora do ar. Combinar diferentes formas de pagamento, sempre com atenção às taxas de cada uma, é o caminho mais seguro para não passar aperto em nenhum momento da sua viagem.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.