23/01/2026
12h41
planos complementares

Muitos brasileiros trabalham a vida toda e contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para alcançarem a aposentadoria. Contudo, existem planos complementares que podem ser pagos ao longo da vida e que representarão, lá na frente, uma renda maior. Esse tipo de informação é muito interessante, porque, ao planejar o seu futuro hoje, é possível investir com calma e colher bons frutos.

Hoje, no Brasil, existem dois planos principais de aposentadoria: os obrigatórios e os complementares, que formam o Sistema Previdenciário Nacional (SPN). Trabalhadores com carteira assinada ou servidores públicos, por exemplo, têm, a cada mês, um valor descontado obrigatoriamente sobre o salário para contribuir com o regime de previdência adequado para sua categoria.

O que são planos complementares?

O que vimos, portanto, foram exemplos de planos obrigatórios, em que esses valores são enviados automaticamente para os fundos de aposentadoria. No caso dos planos complementares, não há obrigatoriedade, mas as pessoas podem fazer isso com a ideia de melhorar as condições de aposentadoria ao aumentar o valor que vão receber na terceira idade.

Essa é, portanto, uma decisão individual, e que deve ser bem avaliada e comparada com outros investimentos. Mas, na maioria das vezes, tomar essa decisão o quanto antes é importante porque você consegue ver seu dinheiro crescendo com a força dos juros e do próprio tempo, o que pode mudar verdadeiramente o seu futuro.

Tipos de aposentadorias complementares

Existem dois tipos de previdência complementar (planos complementares): a fechada e a aberta. A começar pela previdência fechada, nós temos os conhecidos fundos de pensão, que são administrados pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EPPCs). Nesse caso, empresas privadas ou associações oferecem aos seus funcionários essa possibilidade de complementação da aposentadoria.

Esses tipos de planos complementares se tornam muito vantajosos quando as empresas depositam o mesmo valor – ou um percentual – igual ao depositado pelo funcionário. Esse movimento ocorre para que os funcionários decidam investir nesses fundos que são geridos pelas EPPCs. É preciso ressaltar que muitas pessoas buscam empresas com esse tipo de plano de previdência fechado para ampliar o valor de aposentadoria.

Previdência complementar aberta: o que é?

Entre os planos complementares de aposentadoria, temos também a previdência aberta, que são geridos pelas Entidades Abertas de Previdência Aberta (EAPCs). Essas entidades geralmente são instituições financeiras, como bancos, corretoras de valores, seguradoras, entre outras denominações, que oferecem dois tipos de planos: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Esses dois planos trazem diferenças, principalmente, na forma de tributação, uma vez que no VGBL o imposto é cobrado somente sobre os rendimentos (a valorização do dinheiro investido) e o PGBL tem a incidência de imposto sobre o valor total a ser resgatado. Para avaliar qual deles é melhor para você, é importante verificar por quanto tempo os recursos ficarão aplicados.

Mas, no mercado financeiro, há uma inclinação de especialistas que indicam o PGBL como mais vantajoso, já que você pode receber, no momento do investimento, o imposto de renda sobre o valor total aportado, desde que faça sua declaração no ano seguinte ao mesmo. Ou seja, tudo precisa ser muito bem avaliado, mas o PGBL pode sim fazer mais sentido em investimentos de longo prazo.

Agora que você sabe mais sobre os planos complementares, é hora de traçar o futuro de sua vida e investir, da forma como achar mais interessante, em produtos financeiros que vão valorizar o seu dinheiro ao longo dos anos. Na maioria das vezes, você faz isso tudo sem nem sentir que está contribuindo para uma aposentadoria maior. Pense nisso, amplie seu conhecimento e tenha um futuro mais tranquilo e estável.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.