19/11/2025
16h05
pobreza menstrual

Você já ouviu falar em pobreza menstrual? Vamos ver um exemplo prático que faz esse tema ser tão importante: uma adolescente tem que faltar à escola todos os meses, não por doença, mas pela falta de absorventes higiênicos e de condições mínimas de saneamento.

Bom, essa situação – que gera humilhação e constrangimento – é a dura realidade de milhões de meninas e mulheres no Brasil. O problema é tão grave que ganhou o nome de pobreza menstrual. Hoje, veremos juntos o que é esse conceito e por que precisamos de mais atenção com o tema. 

O que significa pobreza menstrual?

A pobreza menstrual é um conceito essencial para entendermos as desigualdades de gênero e renda no país. Ela não é “frescura” nem apenas falta de dinheiro; é uma violação de direitos humanos e dignidade.

O Senado Federal define a pobreza menstrual como a falta de acesso a recursos, infraestrutura e conhecimentos necessários para garantir uma higiene menstrual adequada. E isso envolve uma série de itens que não deveriam faltar, como veremos abaixo. 

  1. Absorventes: a falta de absorventes, coletores ou outros produtos higiênicos seguros e apropriados. Muitas vezes, as pessoas recorrem a materiais improvisados e insalubres, como miolo de pão, jornal, trapos ou papel higiênico, aumentando o risco de infecções graves.
  2. Saneamento e Higiene: a ausência de banheiros adequados, limpos e privativos para a troca de absorventes e a falta de água e sabão para higiene pessoal.
  3. Informação: a falta de conhecimento sobre o ciclo menstrual, saúde íntima e como gerenciar a menstruação de forma segura.

Meninas deixam de ir à escola

Se você está se perguntando qual o impacto prático dessa pobreza, o efeito é direto na educação e no futuro das meninas. O ciclo é perverso, pois a vergonha e o constrangimento de não ter como se proteger, ou o medo de sofrer vazamentos na roupa, levam as estudantes a faltarem às aulas por, em média, uma semana a cada mês. 

Com as faltas acumuladas, o risco de abandono escolar aumenta drasticamente. Além disso, como dito anteriormente, o uso de materiais inadequados e a falta de higiene podem causar infecções urinárias e ginecológicas graves, levando a problemas de saúde de longo prazo.

Por fim, a necessidade de escolher entre comprar comida para a família ou comprar um pacote de absorventes é uma escolha que viola a dignidade e o bem-estar da pessoa, o que torna esse debate ainda mais triste. 

Por isso, a nossa missão  é apoiar e exigir iniciativas de distribuição gratuita de absorventes e de melhoria das condições sanitárias nas escolas. O combate à pobreza menstrual não é um gasto; é um investimento na saúde, na educação e na equidade de gênero. Lembre-se: a garantia de higiene menstrual é um direito, não um luxo.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.