Os caminhos que você segue no dia a dia impactam as finanças pessoais. De forma individual, cada cidadão faz escolhas pessoais que vão resultar em diferentes desfechos financeiros. Mas a política monetária afeta a todos nós. Não há como fugir, pois essas são as decisões econômicas que vão nortear toda a economia, e é sobre esse conhecimento que abordaremos no artigo do Clube U. de hoje.
O que é a política monetária?
A política monetária de um país é formada por um conjunto de decisões que são tomadas pelo Banco Central do Brasil, que é uma autarquia federal dedicada à manutenção da estabilidade econômica do país. Algumas das tarefas mais conhecidas dessa entidade são definição da taxa básica de juros, mais conhecida como Selic, e o controle da quantidade de dinheiro que está circulando na economia.
E se tem Selic envolvida, você sabe: é essa taxa que dita as regras do crédito, como quando fica mais caro ou mais barato contratar um empréstimo e financiamentos de diferentes bens e quando pode ser uma fria parcelar compras no cartão de crédito. Para investidores, a Selic ainda é um verdadeiro termômetro para avaliar as aplicações em ativos de renda fixa.
Por que isso é importante?
Nós dissemos anteriormente que a política monetária é a grande responsável por garantir a estabilidade de preços em um país, correto? E é exatamente esse ponto que a torna tão importante, pois essas decisões tentam controlar a inflação (alta generalizada de preços) e evitar extremos na economia, como crescimento rápidos e fortes demais e aqueles períodos fracos.
Essas tentativas de frear a inflação são essenciais para evitar que a população sofra com altos preços naquilo que é mais essencial, como as compras do supermercado. Quando os itens ficam mais caros, o poder de compra diminui, e isso torna o cenário mais complicado. Nesse sentido, o Banco Central trabalha para tentar ajustar todas essas questões que impactam diretamente no bolso dos brasileiros e nos investimentos.
Tipos de políticas monetárias
Quando a inflação está muito alta, por exemplo, essa autarquia aumenta a taxa Selic, o que resulta na desaceleração do consumo. Dessa forma, é possível reduzir a pressão sobre os preços dos produtos, já que a demanda cai. Esse exemplo de decisão é chamada de política monetária contracionista. E quando o cenário é ao contrário, com a economia fraca ou em recessão, entra em ação a política monetária expansionista.
Nesse último caso, o objetivo é reduzir a taxa Selic para estimular o consumo. Quando o crédito fica mais barato, os consumidores tendem a ter mais segurança para comprometer suas finanças, e as próprias empresas tendem a investir mais em suas diferentes estratégias. É muito legal ver como esses conceitos funcionam na prática, não é mesmo? Esperamos que tenha gostado de se aprofundar em mais um tema. Até o próximo artigo!