13/01/2026
08h58
prato feito

Arroz, feijão, bife, alface e tomate. Esses ingredientes formam aquele imaginário comum de refeições diárias dos brasileiros, o chamado prato feito. Dá para fazer em casa e é visto pelos especialistas em nutrição como o básico que funciona. Muitas pessoas substituem uma coisa por outra, como a carne pelo ovo quando o orçamento está mais apertado. Mas será que essa comida gostosa e tipicamente nossa vai ficar mais cara em 2026?

Para alívio do bolso do consumidor brasileiro, no ano passado, a inflação dos alimentos não subiu tanto quanto em 2024. Conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2024 a alta no preço dos alimentos foi de 7%, uma fase que todos nós sentimos muito ao comprar os itens que mais fazem parte de nossa rotina.

Mas, em 2025, essa alta não foi tão grande. Os dados mostram que os alimentos tiveram um aumento de 2,4%. Alguns alimentos que estão presentes em nossas vidas, como o arroz (- 26,5%), os feijões dos tipos preto (- 32,3%) e carioquinha (- 4,2%) e a batata inglesa (-13,6%) apresentaram até mesmo queda nos preços nos últimos 12 meses, conforme dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também do IBGE.

Prato feito fica mais caro em 2026?

Se o que vimos em 2025 foi certa estabilização e até redução de preço de alguns alimentos muito consumidos, o que será que vem pela frente? O nosso prato feito vai ficar mais caro ou vamos seguir com quedas de preços? Voltando às variações sobre as quais falávamos acima, o que aumentou de preço foi o contrafilé (1,3%), os ovos (4%), o tomate (4,3%) e o frango em pedaços (9%).

E por que é importante vermos isso? Bom, algumas coisas que aumentaram tiveram uma alta bem tímida, mas, os ovos e o frango, que muitas vezes entram como substitutos da carne bovina, apresentaram sim um crescimento considerável. Ainda assim, se formos considerar a base do prato feito, que é o arroz e o feijão, vemos que em 2025 os preços ficaram mais amigáveis para as nossas refeições.

A pergunta, portanto, é se esse cenário se manterá em um novo ano. E a resposta será depende, já que alguns alimentos vão sofrer alterações maiores ou menores, e as escolhas do nosso prato feito vão nos ajudar a ter maior ou menor economia – sem deixar de nutrir o seu corpo e comer de forma saudável, é claro.

Proteínas mais caras

A carne bovina, por exemplo, pode ficar mais “salgada” neste ano por diferentes fatores, como a redução de animais disponíveis para o abate, o alto consumo devido às festividades ligadas à Copa do Mundo e até mesmo as eleições, já que os recursos das campanhas aumentam os valores que estão circulando em todo o país.

É muito interessante pensar como tantos fatores impactam na economia, concorda? No caso dos ovos e frangos, o cenário também não deve mudar tanto, já que os brasileiros vão continuar nessa busca de diversificar as proteínas para baratear o prato feito. E se você chegou até aqui, já percebeu que o cenário não é tão animador. Será que cabem alívios financeiros?

O equilíbrio do arroz e do feijão

Neste momento, a tendência é que o arroz mantenha os preços praticados atuais, já que a safra passada trouxe uma produção bem robusta. O feijão também deve se manter com os preços praticados atualmente, embora os especialistas ainda vejam espaços para algumas oscilações, com tendência de pequena alta nos preços.

O fato é que o equilíbrio do prato feito deve ser sempre buscado por nós, brasileiros, com a ingestão de bastantes vegetais e um prato colorido. Por fim, no momento de fazer compras, lembre-se de fazer escolhas vantajosas: se o tomate ficar caro, busque verduras ou legumes que estejam mais em conta e que também vão nutrir. E bom apetite!

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.