26/03/2026
09h36
proteger seus ganhos

Os investidores estão sempre buscando formas de rentabilizar melhor suas aplicações financeiras e, ao mesmo tempo, proteger seus ganhos em meio a um mercado volátil, de grandes oscilações. Isso se torna ainda mais delicado quando observamos aquelas pessoas que investem em ações, já que o risco de perdas nesse ambiente é elevado. De igual modo, as chances de ganhos são grandes, o que torna as decisões ainda mais complexas.

Quer ver um exemplo? Muitos investidores, logo após comprar uma ação, percebem que aquelas frações estão subindo, com variações positivas de 20% ou 30%, por exemplo. E é aqui que entra um grande dilema: será que essa variação já é sinal de que as ações devem ser vendidas? Muitas vezes, com medo de eventuais prejuízos e no desejo de proteger seus ganhos, eles simplesmente vendem tudo, e depois percebem que aquelas ações subiram 200%. Complicado, não é mesmo?

O equilíbrio para proteger seus ganhos

Hoje, portanto, vamos falar um pouco sobre a volatilidade que é própria do mercado de ações. Em 2026, com tantos acontecimentos que movimentam o Brasil e todo o mundo, essas inseguranças podem fazer com que mais pessoas tentem proteger seus ganhos. E é importante observar que essa atitude é muito positiva, desde que não impeça do dinheiro crescer sempre.

O que vemos muito são conselhos voltados para que os investidores tentem ao máximo cortar possíveis prejuízos, mas falta aquele encorajamento para segurar o medo e deixar os lucros crescerem – o que é conhecido no mercado como segurar seus (ativos) vencedores. Afinal, a riqueza, a longo prazo, é um combo: evitar grandes perdas e aproveitar grandes altas, um equilíbrio entre proteger seus ganhos, mas apostar nas possibilidades do futuro.

É preciso controlar o lado emocional!

Como seres humanos, é natural que soframos muito com a dor de perder mil reais. Mas, ao mesmo tempo, é curioso que a nossa alegria de ganhar o mesmo valor não é tão grande. E na ânsia de proteger seus ganhos, pode ser que, imediatamente, ao ver uma ação valorizar 50%, você já queira fazer a venda por medo de que o lucro vá embora.

O que acontece – embora pareça estranho – é que sofremos com o estresse que os ganhos elevados podem causar, porque isso é muito bom, mas até que se concretize, as chances de perdas existem. Porém, ao vender rápido demais, você limita o seu potencial de ganho, e é aqui que entra um tema importante: para que uma carteira de investimentos realmente decole, você precisa que seus acertos cubram, com folga, os seus erros.

Se você corta seus lucros em 20%, mas aceita perdas de 10%, sua conta vai ter muita dificuldade de crescer. O segredo não é prever o futuro, mas ter uma estratégia de saída que permita ao ativo continuar subindo enquanto houver fôlego. E é claro que para proteger seus ganhos, existem diferentes tipos de estratégias. E é isso que veremos a partir de agora.

Stop Loss: o seu amigo do peito!

Uma das ferramentas mais interessantes para proteger seus ganhos é o chamado Stop Loss, que ajuda a proteger o seu emocional, em primeiro lugar, e depois o seu dinheiro. Imagine que você compra uma ação a R$ 30,00. Se ela subir para R$ 40,00 ou R$ 50,00, você consegue uma boa rentabilidade, concorda? Mas se ela cair, você perde…

E com o Stop Loss, você automatiza uma ordem para que essa ação seja vendida ao atingir um valor de perda que você não quer mais assumir. No mesmo exemplo, pense que você solicitou que, ao cair a R$ 28,00, você quer que aquele ativo seja vendido, de modo que a sua perda vai se limitar ao teto estabelecido por você mesmo.

E por que essa ferramenta é tão importante para proteger seus ganhos? Porque imagine que a ação caia a R$ 29,00 e logo depois aumente o valor… Nesse caso, você não terá vendido a ação em meio ao estresse, mas suportará aquela situação de queda e aproveitará os ganhos futuros. E se você gostou desse tema, saiba que existe muito ainda a aprender sobre a ferramenta (um assunto para aprofundarmos depois).

Rebalanceamento: o que isso significa?

Outra estratégia para proteger seus ganhos e não vender suas ações por impulso é o rebalanceamento da carteira. Nesse caso, o que os investidores fazem é estabelecer, por exemplo, um percentual de ativos de renda fixa e renda variável, de modo que eles tenham investimentos mais seguros (que geralmente é o maior percentual) e outros que podem sofrer mais flutuações.

Vamos pensar em um exemplo? Você tem 70% da sua carteira de investimentos aplicada em renda fixa, que são ativos menos arriscados que aqueles de renda variável. Mas, se em algum momento, os seus ativos de renda variável valorizaram muito, esse percentual se desloca e aqueles 30% mais arriscados se tornam 40%.

Nesses casos, ao fazer o rebalanceamento, você consegue voltar a maior parcela para a carteira de renda fixa para proteger seus ganhos, principalmente pensando naquela rentabilidade que já conquistou em ativos mais arriscados. Interessante demais ver que os investidores sempre pensam no risco com cautela e estratégia, não é mesmo?

Reflexões finais do Clube Utua!

Perceba que, ao longo de todo o texto, tratamos de uma carteira diversificada, típica de cidadãos que já entendem o beabá dos investimentos e que sabem a importância de maximizar o lucro e de proteger seus ganhos, mas tudo isso sem colocar o pé no freio com força demais.

Nós temos certeza que o conhecimento é que faz com que ativos vencedores decolem. E é por isso que o incentivamos a seguir nessa jornada de conhecimento para conquistar a tão sonhada liberdade financeira. Pense nisso!

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.