05/02/2026
13h34
reajuste do aluguel

A expressão “reajuste do aluguel” deixa muitos brasileiros com aquilo frio na barriga. Será que o reajuste vai ser muito alto? A renda atual é compatível com os novos preços? Para muitas famílias que gastam uma grande fatia do salário com esse compromisso, esse assunto é ainda mais relevante, e é por isso que entender como esses aumentos são definidos é algo importante.

No momento de assinatura do contrato, é fundamental entender como é feito o reajuste do aluguel, pois os preços são definidos de acordo com índices que muita gente só ouve falar, mas não entende. É o caso do IGP-M, o Índice Geral de Preços do Mercado, que é mais conhecido como a inflação do aluguel, já que é considerado na maioria dos contratos.

Como funciona o IGP-M?

O IGP-M representa a variação de preços de diferentes produtos ao longo do ano. Criado em 1940, esse índice leva em consideração as diferenças de preços de matérias-primas agrícolas e industriais, além de preços de produtos e serviços de forma geral – aqueles que chegam ao consumidor final. Apurado pela pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice tem algumas divisões na formação do valor final: inflação do consumidor (30%), inflação do atacado (60%) e da construção civil (10%).

Ou seja, a inflação (o comportamento dos preços) de todos esses itens pode contribuir para o aumento do IGP-M e o reajuste do aluguel. Se a inflação está alta, portanto, a variação apresentada pelo IGP-M será considerável, impactando em um reajuste do aluguel também superior. Mas pode ocorrer também que os valores fiquem mais baixos, fazendo a alegria dos inquilinos e a tristeza dos locatários.

IPCA pode ser utilizado para reajuste do aluguel?

Em alguns contratos, é possível que o índice de correção dos contratos de aluguéis seja o Índice de Preço ao Consumidor Amplo, mais conhecido como IPCA, que é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA é considerado a inflação oficial do Brasil, e leva em consideração o custo de vida das famílias brasileiras que recebem entre 1 e 40 salários mínimos.

Dessa forma, o IPCA é utilizado para medir o poder de compra do brasileiro, e é por isso que muitas pessoas o preferem para determinar o reajuste do aluguel, já que a tendência é que ele reflita mais fielmente a realidade da renda do brasileiro de baixa renda ou da classe média. Mas tudo isso deve ficar combinado em seu contrato.

A preferência pelo IPCA, muitas vezes, se dá porque ele costuma ser mais estável que o IGP-M, já que esse último sofre a interferência de variações cambiais e de preços de commodities – lembra que falamos que produtos agropecuários também são considerados nos cálculos? Portanto, ao fazer um contrato, observe bem a cláusula sobre o reajuste do aluguel e conheça mais sobre o assunto para fazer a melhor negociação!

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.