Quem tem plano de saúde individual ou familiar pode notar um aumento na mensalidade a partir de julho ou agosto deste ano. Esse ajuste é normal e acontece uma vez por ano, sempre no mês de aniversário do contrato, ou seja, no mês em que o plano foi contratado originalmente. Entender como funciona o reajuste do plano de saúde ajuda a evitar surpresas na fatura.
O reajuste do plano de saúde existe para que as operadoras consigam acompanhar o aumento dos custos médicos e hospitalares ao longo do tempo. Ele é calculado com base em uma metodologia que leva em conta tanto a variação de preços do setor quanto a frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários. Esse cálculo é feito uma vez por ano pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Qual é o limite deste ano e quem ele cobre?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar definiu o teto de 5,11% para o reajuste do plano de saúde individual e familiar em 2026. Esse percentual é um dos menores já registrados desde que a ANS passou a divulgar esse índice, ficando atrás apenas do reajuste negativo aplicado em 2021, período marcado pela redução no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social.
É importante entender que esse teto vale apenas para planos individuais e familiares regulamentados, contratados a partir de 1999 ou adaptados às regras vigentes. Planos coletivos, sejam empresariais ou por adesão, não seguem esse limite, já que o reajuste nesses casos é negociado diretamente entre a operadora e a empresa ou associação contratante. Essa diferença é importante para entender por que colegas de trabalho com planos coletivos podem ter percentuais distintos.
Como conferir se o reajuste na sua fatura está correto
Conferir o reajuste do plano de saúde na sua fatura é mais simples do que parece. O primeiro passo é identificar o mês de aniversário do seu contrato, informação que costuma estar disponível no próprio boleto ou no aplicativo da operadora. Ter essa data em mãos facilita comparar os valores de um mês para o outro.
Depois, basta observar dois pontos principais. O percentual aplicado deve ser igual ou menor que 5,11%, e a cobrança com o novo valor só pode começar a partir do mês de aniversário. Para contratos com aniversário em maio ou junho, a cobrança pode aparecer de forma retroativa em julho ou, no máximo, em agosto, respeitando o período de referência do contrato.
Vale reforçar que esse acompanhamento é útil todos os anos, não apenas em 2026. Guardar as faturas anteriores facilita comparar o percentual cobrado e identificar rapidamente qualquer inconsistência antes que ela se torne um problema maior no orçamento. Esse cuidado simples evita que o reajuste do plano de saúde passe despercebido.
O que fazer se o valor cobrado estiver acima do permitido
Depois de conferir o reajuste do plano de saúde e perceber alguma divergência, é hora de agir. Se o percentual identificado na fatura for maior do que o teto estabelecido pela ANS, o primeiro passo é entrar em contato diretamente com a operadora para esclarecer a cobrança. Muitas vezes, esse tipo de situação é resolvida por meio de um simples ajuste administrativo, sem burocracia adicional para o beneficiário.
Caso o problema não seja resolvido, existe o canal Disque ANS, pelo número 0800 701 9656, para registrar reclamações e buscar orientação oficial sobre o caso. Esse serviço é gratuito e está disponível para qualquer beneficiário de plano regulamentado que tenha dúvidas sobre o valor cobrado.
Portabilidade de carências e o cuidado anual com a fatura
Para quem sente que o valor da mensalidade está pesando no orçamento, mesmo estando dentro do limite permitido, existe também a possibilidade de portabilidade de carências. Esse mecanismo permite migrar para outro plano sem precisar cumprir novos períodos de carência, desde que os critérios definidos pela ANS sejam atendidos.
Manter o hábito de revisar a fatura do plano de saúde todos os anos é uma atitude simples que ajuda a evitar cobranças indevidas e mantém o controle sobre o orçamento familiar. Entender como funciona o reajuste do plano de saúde, conhecer o teto vigente e saber os canais disponíveis para buscar ajuda são passos que dão mais segurança na hora de lidar com esse tipo de reajuste anual.