O mundo dos investimentos tem um vocabulário bastante próprio. Mas isso não significa que é difícil de entender… Pelo contrário: ao aprender os conceitos pouco a pouco, tudo começa a ficar mais fácil com o tempo. Hoje, vamos falar sobre rentabilidade, um termo que aparece frequentemente quando falamos de diferentes aplicações financeiras, até na caderneta de poupança.
E um dos pontos mais interessantes é que a rentabilidade é, basicamente, o maior ponto de interesse de um investidor. Afinal, estamos falando aqui sobre o retorno do investimento, também conhecido como “remuneração do investimento”. Por isso, leia o artigo até o final para ficar por dentro de tudo sobre essa característica importante no mundo dos investimentos.
O que significa a rentabilidade de um investimento?
Como já adiantamos, esse conceito se refere ao retorno que um investidor obtém sobre determinado investimento. Em palavras mais simples, ela representa o valor que você ganhará sobre um valor aplicado, similar ao lucro. É importante, contudo, entender que existe o valor bruto (rentabilidade nominal), que são os rendimentos totais antes dos descontos de impostos sobre aquela operação, e o líquido (rentabilidade líquida), que representa o lucro já com os devidos descontos (taxas e impostos).
Se quiser trazer isso para uma realidade mais prática, é só pensar em seu salário bruto, que é aquele que aparece na carteira de trabalho ou no anúncio da vaga. Mas, depois de descontados os valores previdenciários ou de imposto de renda, por exemplo, você tem ali o total líquido, que é menor devido à incidência dos descontos.
Mas, retornando ao nosso assunto principal, saiba que quem faz aplicações no Tesouro Direto já consegue ver, no momento do investimento, qual será a rentabilidade nominal e a rentabilidade líquida. No caso de outros investimentos, você deve observar e, caso os cálculos não estejam projetados, você deverá fazê-los.
Por que considerar a rentabilidade real?
Além dos conceitos de rentabilidade nominal e líquida, temos também o que é chamado de rentabilidade real. Os especialistas indicam que esse é o parâmetro que deve ser utilizado pelos investidores, já que esse último tipo representa o valor que a sua aplicação financeira rendeu após descontada a variação da inflação.
O que acontece aqui é que você começa a considerar se você ganhou ou perdeu poder de compra com o seu dinheiro. Exemplo: se o seu dinheiro rendeu mais que a variação da inflação, significa que ele não foi desvalorizado. Caso o rendimento seja inferior à inflação, você perde poder de compra porque já não pode usar aquele mesmo valor para fazer a mesma operação.
Atenção a ofertas tentadoras!
Como dica final, saiba que o Banco Central orienta que os investidores devem comparar a rentabilidade prometida no momento da aplicação financeira com a média apresentada no mercado nos últimos períodos. É importante, ainda, desconfiar de promessas de rendimentos muito altos, já que essa expectativa pode ou não se tornar uma realidade, combinado?