20/02/2026
15h11
risco de liquidez

Muitas vezes, ao escolhermos um investimento, focamos apenas no quanto ele nos trará retorno (lucro). Mas é preciso avaliar algo muito interessante: o risco de liquidez, um conceito do mercado financeiro que diz respeito ao fato de um investidor não conseguir resgatar o seu dinheiro no prazo estabelecido previamente. 

A liquidez, como já explicamos em outros artigos aqui no Clube U., nada mais é do que a rapidez com que um ativo – um investimento – é revertido em dinheiro, a um preço justo. Se um ativo tem alta liquidez, isso significa que você pode resgatá-lo em prazos curtos e, em alguns casos, até mesmo imediatamente. 

Mas se ele tem baixa liquidez, existe um prazo mais longo para que esse resgate ocorra ou a necessidade de alguma ação para que ele seja transformado em dinheiro, a exemplo da venda de uma casa. 

O que é o risco de liquidez?

A liquidez também pode ser entendida como o fôlego de um ativo para circular entre compradores e vendedores sem que seu valor real seja sacrificado pela pressa. O risco de liquidez surge justamente quando essa engrenagem falha: o investidor precisa do dinheiro, mas não encontra interessados suficientes ou volume de mercado para realizar a venda pelo preço justo. 

O caminho dos investimentos é cercado por outras variáveis que, embora menos óbvias, impactam diretamente o resultado final, e é por isso que temos que avaliar não só o risco de liquidez, mas uma série de questões que vão impactar diretamente o crescimento do seu dinheiro. 

Ativos com alto risco de liquidez

Para entendermos melhor essa questão, saiba que um ativo com alto risco de liquidez pode ser exemplificado, como dissemos anteriormente, como um bem ou investimentos que precisa ser vendido para que se obtenha o dinheiro. No alto risco de liquidez, o investidor precisa baixar o valor para conseguir colocar a mão novamente no dinheiro.

Os imóveis, mais uma vez, são bons exemplos, porque podem demorar um longo período de tempo para serem vendidos. Mas não é raro vermos imóveis que são vendidos a preços abaixo do mercado, o que pode sinalizar justamente que existe um investidor abrindo mão de parte da rentabilidade daquele investimento para vendê-lo rápido.

Ativos com baixo risco de liquidez

Na contramão, temos os ativos de baixo risco de liquidez, que é aquele dinheiro que podemos resgatar a qualquer momento, ou em prazos menores. Como exemplos, temos investimentos em renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário, os títulos do Tesouro Nacional e o Tesouro Selic. 

O que mais devo saber?

Mas o risco de liquidez também pode estar relacionado ao tempo em que seu dinheiro fica aplicado em ativos que estão perdendo o poder de compra. Um dos mais complexos é o risco da inflação: se o rendimento não superar a inflação do período, o ganho real é inexistente ou até negativo, o que significa que, na prática, o seu poder de compra diminuiu mesmo com uma aplicação teoricamente lucrativa. 

Somado a isso, temos o risco de reinvestimento, que é o desafio de alocar o capital que retorna após o vencimento de um título em condições tão boas quanto as anteriores. Em um cenário de queda de juros, por exemplo, o investidor pode se ver obrigado a aceitar taxas menores para manter o seu dinheiro aplicado.

Para pensar…

Compreender esses diferentes níveis de ameaça – e entender que existe também o risco de liquidez derivado do cenário macroeconômico – é o que pode ser decisivo para termos sucesso em nossos investimentos. E é importante considerar que esses bons resultados não vêm da ausência de riscos, mas sim da capacidade de identificá-los e diversificar as estratégias.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.