20/02/2026
13h43
risco de mercado

Investir é, por natureza, lidar com incertezas que não controlamos. O risco de mercado se manifesta exatamente nessa variação constante: o valor de um título ou de uma ação hoje raramente será o mesmo amanhã – e você já deve ter reparado que estamos falando de aplicações financeiras mais arriscadas. 

Essa oscilação é o que pode gerar tanto os lucros esperados quanto perdas inesperadas, algo muito natural para investidores com mais experiência e até mesmo para quem acompanha os noticiários econômicos. E, hoje, vamos verificar alguns conceitos interessantes que vêm junto ao risco de mercado. 

O que é o risco de mercado?

O primeiro ponto a entender é que o risco de mercado é caracterizado justamente por essas oscilações no valor dos ativos financeiros. E sabe o que motiva essas alterações tão constantes? Fatores macroeconômicos, como as alterações no câmbio ou no preço das commodities, a exemplo do petróleo, bem como questões políticas que causam incerteza em todo o mundo e no mercado financeiro. 

Quando vemos os investidores olhando para telas em diversas bolsas  de valores de todo o mundo, estamos acompanhando exatamente essa tensão pelo risco de mercado. Essas oscilações que fazem com que os preços dos ativos se ajustem quase em tempo real é realmente algo que profissionais desse ramo olham o tempo todo, de perto. 

O que é o risco sistemático?

Dentro desse cenário, especialmente na renda variável, precisamos distinguir dois tipos de risco. O primeiro deles é o risco sistemático, também chamado de não diversificável, que, como o próprio nome indica, é aquele que afeta o sistema como um todo. Crises econômicas, questões políticas que causam instabilidade no mundo (como guerras e intervenções militares) e questões climáticas extremas são alguns desses exemplos. 

Como esse risco está ligado à saúde da economia global ou nacional, ele não pode ser eliminado através da diversificação do seu investimento, pois existe uma cadeia de acontecimentos que faz com que esse evento não seja isolado, mas que tenha respingos em todo o mundo, com diferentes graus de impacto. 

E o risco não sistemático?

Por outro lado, existe o risco não sistemático (diversificável), e aqui, vamos observar algo importante: se ele é diversificável, indica que ele traz impactos muito pontuais em um setor da economia, de modo que você pode fugir daquele risco de mercado em específico para migrar sua carteira para outros setores que não estão sofrendo com esse acontecimento. 

A exemplo disso temos uma uma falha de gestão de uma empresa, uma greve específica e bastante pontual ou uma mudança tecnológica que afete apenas um grupo de negócios. A boa notícia para o investidor é que este risco é gerenciável, e ao distribuir seus recursos em diferentes setores que não possuem ligação direta entre si, as chances de minimizar perdas são excelentes. 

Por que é importante observar o risco de mercado?

No Clube U., reforçamos que a maturidade financeira vem da compreensão de que o mercado nunca será uma linha reta. Como mostramos hoje, olhar para o risco de mercado é importante porque você consegue fazer movimentos que vão beneficiar o seu dinheiro, à medida em que tudo muda o tempo todo em nosso mundo. 

Saber diferenciar o que é uma queda geral da economia do que é um problema específico de um ativo permite que você mantenha a calma e a disciplina. O segredo não é fugir das oscilações, mas sim construir uma estratégia robusta o suficiente para atravessar os momentos de instabilidade com clareza e segurança.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.