Não é raro ver brasileiros que têm medo de investir devido aos riscos do mundo financeiro. Mas será que essa deve ser uma verdadeira preocupação ou há formas de fazer o seu dinheiro trabalhar para você de uma forma segura? Essas são perguntas que precisam ser debatidas para que os cidadãos tenham mais conhecimento para a tomada de decisões e percam, de vez, esse medo.
Antes de falar diretamente sobre os riscos de investir, precisamos entender que não podemos ficar paralisados diante de uma situação de perdas, mas atuar com conhecimento e cautela, de modo que nada nos impeça de ver o dinheiro crescer. Por isso, o artigo de hoje é dedicado a essa reflexão e sobre o conceito de risco.
Quais são os riscos dos investimentos?
O primeiro ponto é entendermos o que é o risco para traçarmos uma linha de pensamento. Bom, de acordo com o Banco Central, esse termo significa a probabilidade de ocorrência de perdas. Ou seja, é verdade que alguns investimentos têm mais chances de trazer perdas aos investidores, nesse caso, quanto maior o risco, maiores são as chances de ganhar ou perder grandes quantias.
Mas isso não significa que todo investimento tem grandes riscos envolvidos. Cadernetas de poupança e títulos do tesouro direto, além de outras aplicações em renda fixa, por exemplo, são investimentos de baixo risco. Já as ações da Bolsa de Valores têm mais probabilidades de trazer perdas porque oscilam de acordo com diferentes movimentos da economia e do mercado.
O medo de investir, portanto, se deve à incerteza de que um investimento não tenha o retorno (rendimento/lucro) esperado, e, em casos de investimentos de alto risco, em perdas. Contudo, existem estratégias que nos ajudam a reduzir ao máximo os riscos e, ainda assim, ter uma carteira de investimentos robusta.
Investimentos variados
E, por falar em carteira de investimentos, a diversificação de ativos é uma das apostas de especialistas e grandes investidores, já que o dinheiro aplicado não se concentra em apenas um ativo, mas em vários, que se comportam de forma diferente e têm riscos diferentes. Exemplo: se você pode investir, hoje, R$ 50 mil, não deve colocar tudo em ações da Bolsa de Valores, mas observar diferentes opções, considerando também aquelas mais seguras.
Uma dica muito interessante também é conhecer o seu perfil de investidor, que mostra se você tem maior ou menor aceitação às perdas, ou seja, aos riscos. Se você tem um perfil conservador, porque busca mais segurança, é possível fazer investimentos de baixo risco, mas o resultado vai ser uma rentabilidade menor (rendimentos/retornos menores).
Existe um perfil que é o moderado, que, como o próprio nome diz, quer ter segurança e, ao mesmo tempo, se aventurar em busca de rendimentos mais altos. E, por fim, o perfil agressivo/arrojado, que aposta o seu dinheiro em investimentos de alto risco, justamente porque espera grandes retornos financeiros.
Dicas finais para você!
É importante refletir que investidores com o perfil arrojado provavelmente já têm uma estabilidade financeira muito boa. Dessa forma, grandes perdas não vão afetar diretamente o estilo e a qualidade de vida dessa pessoa. Por isso, nessa jornada de investimentos, é importante aplicar-se ao conhecimento sobre o mundo financeiro e sempre dar passos com cautela e muita sabedoria.
Ainda no sentido de reduzir os riscos, o Banco Central incentiva que os investidores busquem informações oficiais sobre os investimentos que estão sendo realizados. Por meio do site da Comissão de Valores Monetários (CVM), mais especificamente no Portal do Investidor, é possível verificar se aquelas instituições envolvidas nas aplicações são confiáveis e pesquisar os detalhes relativos ao investimento que será feito.
Por fim, lembre-se de que investir traz mais segurança para o seu futuro. Mesmo que você tenha um perfil conservador, faça aplicações de baixa rentabilidade, pois, ao longo dos anos, mesmo esses investimentos conseguem entregar um acréscimo em sua renda e a garantia de fundos que serão utilizados na realização de sonhos e na manutenção de uma aposentadoria saudável.