25/02/2026
16h58
rombo no fgc

Se você está acompanhando de perto os desdobramento do caso Master, já deve ter percebido que o Fundo Garantidor de Créditos está vivendo um momento complexo, não é mesmo? O rombo no FGC após a liquidação extrajudicial (encerramento das atividades) do Banco Master já era grande e, logo em seguida, o anúncio do “fechamento” do Will Bank trouxe novas preocupações.

Mais recentemente, com a liquidação extrajudicial também do Banco Pleno, o rombo no FGC deve chegar a mais de R$ 51,8 bilhões. Como você já sabe, o FGC é responsável por trabalhar pela estabilidade do sistema financeiro e, em casos necessários, proteger (ressarcir), em até R$ 250 mil, os clientes que tenham valores em contas correntes, poupanças ou investimentos em renda fixa, como Certificados Bancários de Crédito e Letras de Crédito e cujas instituições financeiras foram liquidadas.

Como o rombo do FGC impacta o mercado financeiro?

Parte desse compromisso do FGC de pagar os clientes do Master que tiveram perdas já está em fase avançada. Até o final de fevereiro, mais de R$ 37 bilhões já haviam retornado às contas dos clientes que tiveram problemas com o Master. Em setembro de 2025, um balanço do próprio Fundo Garantidor de Créditos dava conta de que o caixa da instituição tinha mais de R$ 150 bilhões.

Ou seja, estamos falando que o rombo no FGC causado por essa onda de liquidações pode consumir uma fatia de 1/3 (um terço) do valor total do fundo. Neste momento, os especialistas e o próprio Fundo demonstram tranquilidade, no sentido de que é possível fazer o ressarcimento de todas as pessoas afetadas e, ao mesmo tempo, garantir um bom fluxo de caixa.

O que aconteceu com o Banco Pleno?

Além de falar sobre o rombo no FGC, é importante pontuar que o Banco Pleno, que era de propriedade de um ex-sócio de Daniel Vorcaro, já estava sendo observado devido à falta de capacidade de liquidez. Além disso, conforme apontou o Banco Central em sua decisão, a instituição também estava descumprindo normas regulatórias, o que acendeu o sinal vermelho final.

Era cliente do Banco Pleno?

Para o investidor que tinha CDBs ou outros títulos nessas casas, o momento não é de pânico. Existe todo um processo para que os valores sejam ressarcidos, até porque é preciso fazer um balanço sobre os clientes e toda a situação do banco. Dessa forma, é indicado que as pessoas busquem o site oficial do FGC para fazer o passo a passo e manifestar que são clientes dos bancos envolvidos nas liquidações – e no rombo do FGC.

Siga acompanhando esse assunto que, a cada dia, traz novos desdobramentos políticos e econômicos e movimenta todo o noticiário brasileiro. Com certeza, o rombo no FGC ainda será alvo de muitos debates e mudanças no sistema financeiro.

Sobre o Autor

Emelyn Vasques
Emelyn Vasques

Jornalista, atua há 8 anos nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação e produção de conteúdos para diferentes veículos e plataformas. Destaca-se em sua trajetória a experiências como repórter no Jornal Diário do Comércio, especializado na cobertura econômica de Minas Gerais.