28/11/2025
18h11
rotativo

O rotativo do cartão de crédito é uma das armadilhas financeiras que mais prejudicam os brasileiros, principalmente quem já vive com o orçamento apertado. Muitas pessoas entram nesse ciclo sem perceber, acreditando que pagar apenas o mínimo da fatura resolve o problema, quando na verdade isso só faz a dívida crescer cada vez mais.

Os juros do rotativo estão entre os mais altos do país e transformam um gasto pequeno em um grande pesadelo financeiro. A boa notícia é que existe saída, e negociar a dívida é o caminho mais rápido para recuperar o controle do seu dinheiro.

O que é o rotativo e porque ele aumenta a dívida tão rápido?

O rotativo é o crédito que o banco oferece quando você paga menos que o valor total da fatura. Parece uma solução simples no momento, mas é uma das formas de endividamento mais caras do mercado. Isso acontece porque os juros são muito altos e se acumulam mês após mês, fazendo com que o valor final da dívida cresça de forma descontrolada.

Além disso, mesmo que você continue pagando o mínimo, boa parte do valor vai apenas para os juros, e não para a dívida em si. Por isso, muita gente passa meses pagando e não vê a fatura diminuir.

Quando você entende que o rotativo não é uma ajuda, mas uma armadilha, fica mais fácil tomar decisões para sair dele o quanto antes.

A importância de sair do rotativo o mais rápido possível

Quanto mais tempo você permanece no rotativo, mais difícil fica resolver a dívida, porque os juros vão consumindo seu orçamento e impedindo que o valor principal seja pago. Se você já ficou preso no rotativo por mais de um mês, é sinal de que precisa agir imediatamente.

O primeiro passo é parar de usar o cartão enquanto negocia, porque novas compras só aumentam o problema. Em seguida, é essencial buscar um plano de pagamento que realmente caiba no seu bolso e coloque fim aos juros abusivos.

A boa notícia é que, por lei, os bancos precisam oferecer uma alternativa de parcelamento mais barata do que o rotativo. Por isso, sair dele é uma questão de atitude e informação, e entender seus direitos ajuda muito nessa hora.

Como negociar com o banco e conseguir melhores condições?

Negociar a dívida do cartão é mais simples do que parece, e você pode fazer tudo pelo aplicativo, telefone ou até pessoalmente na agência. Ao entrar em contato com o banco, explique que não consegue pagar a fatura total e peça diretamente o parcelamento da dívida, que sempre tem juros menores que o rotativo.

O banco é obrigado a oferecer essa opção. Nessa negociação, é importante pedir clareza sobre o valor das parcelas, o prazo, o total final da dívida e os juros aplicados. Compare diferentes opções e escolha a que realmente cabe no seu orçamento mensal, mesmo que o prazo seja mais longo.

O objetivo é parar de pagar juros abusivos e transformar a dívida em algo possível de quitar. Se a oferta do banco ainda estiver alta, não tenha medo de insistir ou buscar alternativas em outros bancos que ofereçam crédito mais barato para quitar a dívida atual. Informação é sua maior aliada nessa etapa.

O que fazer depois de negociar para não voltar ao rotativo?

Depois de negociar e transformar o rotativo em uma dívida parcelada, começa a parte mais importante: reorganizar sua vida financeira para não cair na mesma armadilha. Isso significa usar o cartão com mais consciência, evitar compras por impulso e sempre tentar pagar o valor total da fatura.

Criar uma reserva de emergência, mesmo começando com valores pequenos como R$20 por semana, ajuda muito a evitar novas dívidas quando surge um imprevisto. Outra estratégia é estabelecer um limite de uso para o cartão que esteja alinhado com sua renda e acompanhar o extrato ao longo do mês, para não ter surpresas quando a fatura chegar.

Aos poucos, você cria hábitos mais saudáveis com o dinheiro, ganha mais controle sobre o orçamento e fica cada vez mais distante do rotativo. A negociação é o primeiro passo, mas a mudança de comportamento é o que garante sua liberdade financeira de verdade.

O rotativo do cartão não precisa ser uma sentença eterna!

Quando você entende como ele funciona, negocia de forma inteligente e cria novos hábitos financeiros, consegue sair desse ciclo de juros altos e recuperar o controle da sua vida financeira. Negociar não é sinal de fraqueza, é sinal de maturidade. Com informação e um plano claro, você consegue transformar uma situação difícil em uma oportunidade de recomeço. A

Sobre o Autor

Silvia Azevedo
Silvia Azevedo

Desde 2022 integra o time de conteúdo do Utua, produzindo materiais em diversos idiomas. Com vivência internacional na França e nos Estados Unidos, combina visão analítica e criatividade para promover soluções que unam resultados e impacto positivo.