A vida da maior parte dos brasileiros revela o trabalho árduo e o sonho de comprar a casa própria, que, para muitos, envolve um financiamento longo. Mas a compra de um segundo imóvel tem sido cada vez mais uma possibilidade considerada por pessoas que têm diferentes objetivos: residência para lazer ou para conseguir renda passiva por meio de aluguéis.
Mas será que existe o melhor momento para investir em um segundo imóvel? Hoje vamos refletir juntos sobre esse tema e entender quais são os diferentes propósitos para esse investimento. É importante entender, em primeiro lugar, que isso pode estar em um plano de médio ou longo prazo, principalmente para apoiar na construção do patrimônio e no apoio à renda na aposentadoria.
Segundo imóvel: quando comprar?
Não existe uma única resposta para essa pergunta. O que existe, porém, é a situação financeira vivida por cada família/cidadão brasileiro e as condições que influenciam nessa tomada de decisão. Mas, de forma geral, o que deve ser avaliado é se esse cenário financeiro é positivo: já tenho uma casa quitada? Neste momento, minhas finanças estão equilibradas? Eu tenho uma boa reserva financeira que me protege diante de imprevistos?
Todas essas perguntas devem ser consideradas, justamente para garantir que o segundo imóvel seja realmente um aliado para a construção de um patrimônio sólido e não uma dor de cabeça. Quando falamos de reserva de emergência, por exemplo, é importante contar com um valor específico para cobrir entre 6 e 12 meses de contas fixas em casos de imprevistos.
O que queremos dizer é que é fundamental ter tranquilidade e segurança ao tomar essa decisão para não comprometer seu orçamento mensal. Assim, o “quando comprar” o segundo imóvel é uma decisão particular, mas que deve ser feita a partir de um planejamento financeiro bem feito, com parcelas que não sufocam o orçamento doméstico e que não representem dívidas.
Qual é o objetivo do imóvel?
Algumas perguntas também devem guiar a busca pelo segundo imóvel, pois é somente por meio de objetivos bem definidos que você fará uma boa compra. Defina se a residência será utilizada como casa de férias ou veraneio – e que pode ser utilizada para aluguel em plataformas de hospedagem – ou se é um local que você alugará de forma fixa para receber uma segunda renda.
Por que isso é tão importante? Bom, se o seu objetivo é uma casa de férias, por exemplo, você precisa pensar em locais turísticos ou próximos à natureza, com área de lazer. Nesses casos, é preciso entender quais serão os custos de manutenção do imóvel, já que, provavelmente, você não estará diariamente dedicando seus cuidados ao espaço.
Mas se for uma casa que será utilizada para o recebimento de renda passiva, você pode pensar em imóveis localizados em bairros novos, onde os custos de aquisição podem ser mais baixos. É possível, até mesmo, esperar uma oportunidade imperdível de pessoas que estão vendendo imóveis mais simples para reforma por preços melhores ou que precisam de recursos de forma imediata.
Para diferentes objetivos, uma regra não pode ser abandonada: é preciso pesquisar as melhores ofertas, negociar a entrada, o parcelamento (financiamento), as taxas de juros e todos os detalhes que envolvem esse contrato. A segurança e a orientação profissional podem fazer a diferença nesses momentos para evitar o famoso “comprar gato por lebre”.
Mas, antes de finalizarmos, lembre-se: muitas pessoas investem em um segundo imóvel e utilizam a renda do aluguel justamente para fazer o pagamento das parcelas referentes a essa residência. Após um período, quando o imóvel já tiver sido pago, o valor se torna uma nova fonte de renda que dará mais tranquilidade e segurança para a família – sem contar a valorização da residência (casa, apartamento, lote e demais tipos de imóveis), que é quase sempre certa.