Você já ouviu falar no conceito de probabilidade e severidade? Bom, esse é um tema muito relevante quando falamos do gerenciamento de riscos em nossas vidas financeiras. E esse assunto é importante porque esses dois fatores têm uma influência muito grande sobre os custos dos seguros, por exemplo, o que torna essa reflexão ainda mais importante.
O que é o risco?
Antes de falarmos mais diretamente sobre probabilidade e severidade, vamos entender o que é o risco? De acordo com a Superintendência de Seguros Privados, que é responsável por intermediar e fiscalizar todo o mercado de seguros no Brasil, o risco é o “evento futuro e incerto, de natureza súbita e imprevista, independentemente da vontade do segurado, cuja ocorrência pode provocar prejuízos de natureza econômica”.
Ou seja, o que vemos aqui é que o risco é aquele elemento que nos surpreende negativamente, e que ocorre sem que queiramos passar por essa situação de prejuízo ou perdas. E é nesse ponto que entra o tema principal do nosso artigo de hoje, já que é preciso medir a probabilidade de um determinado risco ocorrer e a severidade, ou seja, a magnitude desse risco.
Probabilidade e severidade dos riscos
Probabilidade já é uma palavra que está presente em diversas ocasiões de nosso dia a dia, e quer dizer, de forma simples, a chance de um evento ocorrer. Ou seja, um risco pode ou não acontecer, sendo que o mercado de seguros avalia quais são essas probabilidades. Já no caso da severidade, o que é avaliado é o impacto do risco: caso ele aconteça, qual vai ser o tamanho/a força desse evento indesejado?
E essa equação de probabilidade e severidade são tomadas como fatores principais no cálculo de um seguro: quanto maior a probabilidade e a severidade de um risco, maior será o custo cobrado para cobrir esse acontecimento. E isso não ajuda apenas no cálculo do seguro, mas na sua análise de contratar ou não essa proteção.
O que devo avaliar?
Quando falamos da contratação de seguros e avaliação de riscos, tomando como base a equação entre probabilidade e severidade, precisamos avaliar qual o valor do prejuízo que teremos diante de eventos inesperados. Vamos tomar como exemplo o furto do seu carro. Sem o seguro, você terá condições suficientes para cobrir o valor perdido?
No caso do furto de um bem móvel, como o carro, há áreas com maior ou menor probabilidade de isso ocorrer. Em grandes metrópoles e em cidades específicas, é possível que os furtos sejam mais frequentes. Enquanto isso, em algumas cidades do interior brasileiro, podem ser raros os casos de furtos de veículos, o que reduz a probabilidade.
Assim, é preciso considerar, ainda, a severidade dessa ocorrência. Qual será o impacto para o seu bolso no caso de um carro furtado? E essa avaliação de riscos também deve ser levada não só em aspectos materiais. Imagina que você tenha um negócio, por exemplo. Se algo sai errado e você é processado, além dos riscos patrimoniais (como no caso de pagamento de indenização), como ficará a sua reputação?
O que fazer após mapear os riscos?
Após fazer a identificação de riscos, observando probabilidade e severidade, é necessário seguir com a avaliação de quais riscos você pode assumir sem contratar algum seguro e quais é mais interessante seguir com essa cobertura extra, dentro do que é possível para cada tipo de risco. Nesse caso, sugerimos que você faça uma grande pesquisa de mercado e observe bem as disposições do contrato para escolher o melhor seguro, sempre bem informado.
Esperamos que tenha gostado do conteúdo de hoje do Clube U., e que siga conosco se informando sobre diversas questões relacionadas às finanças. Fique sempre seguro e informado!