Investir é, por natureza, uma jornada cercada de variáveis que fogem do nosso controle. E entender os diferentes tipos de riscos que são comuns nesse ambiente é o que faz com que as pessoas consigam fazer o dinheiro crescer. Afinal, o mundo dos investimentos não deve causar medo, mas curiosidade pelo conhecimento.
É importante entender que a maturidade financeira não vem da tentativa de eliminar as incertezas, mas sim da capacidade de identificá-las e diversificar as estratégias. Entender os diferentes “níveis de ameaça” (tipos de riscos) é o que separa um investidor iniciante de alguém que constrói um patrimônio robusto e resiliente.
Risco de liquidez está entre 3 principais tipos de riscos
Entre os diferentes tipos de riscos que podemos encontrar no caminho, temos três principais: o de liquidez, o de mercado e o de crédito. O primeiro deles que vamos explorar, portanto, é o de liquidez. Muitas vezes, focamos apenas no lucro potencial e esquecemos de perguntar: “quão rápido consigo este dinheiro de volta?”.
O risco de liquidez surge quando a engrenagem do mercado falha e o investidor, precisando de recursos, não encontra compradores interessados ou volume suficiente para vender seu ativo por um preço justo. Para deixar isso mais claro, vamos pensar em exemplos. Quando há alto risco de liquidez, podemos pensar nos imóveis: pela pressa de vender, o proprietário muitas vezes precisa baixar o valor bruscamente, sacrificando a rentabilidade para obter o dinheiro.
No caso do baixo risco de liquidez, podemos pensar em ativos de renda fixa, como o Tesouro Selic e CDBs, que podem ser resgatados em prazos curtíssimos sem prejuízo ao valor real. Além disso, a liquidez está ligada ao poder de compra. Se o rendimento não superar a inflação, o ganho real é nulo. Por fim, há também o “risco de reinvestimento”, que é o desafio de realocar seu capital em condições tão favoráveis quanto às anteriores após o vencimento de um título.
Risco de mercado: como as incertezas afetam seu dinheiro?
Ao conhecer os tipos de riscos, precisamos nos lembrar daquele relacionado ao próprio mercado. Em resumo, ele se refere à oscilação constante nos valores dos ativos, movida por fatores macroeconômicos como câmbio, preço do petróleo e tensões políticas globais. Para entender como lidar com essa montanha-russa, precisamos dividir esse risco em dois tipos, conforme veremos abaixo.
💡 Risco sistemático (não diversificável): é aquele que afeta todo o sistema econômico. Crises globais, guerras ou eventos climáticos extremos impactam todos os mercados. Como ele está ligado à saúde da economia como um todo, não pode ser eliminado apenas diversificando a carteira.
💡 Risco não sistemático (diversificável): aqui, estamos falando de algo pontual. Refere-se a problemas específicos de uma empresa ou setor, como uma falha de gestão ou uma mudança tecnológica. A boa notícia é que ele é gerenciável: ao distribuir seus recursos em diferentes setores sem ligação direta, você minimiza as chances de perdas localizadas.
O que é o risco de crédito?
Bom, chegamos agora ao último dos principais tipos de riscos que vamos explorar hoje: o de crédito. Ao investir, você está, na prática, emprestando dinheiro, correto? O risco de crédito é a possibilidade de o tomador (seja um banco ou uma empresa) não conseguir honrar a promessa de devolver o capital com juros. É o famoso risco de inadimplência (por parte de quem está “guardando” o seu investidor).
Para proteger o investidor, existem mecanismos fundamentais no Brasil, como a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre ativos como CDBs, LCIs e LCAs. Contudo, títulos privados, como debêntures e notas promissórias não contam com esse tipo de proteção, e o investidor deve verificar, portanto, quais os mecanismos de proteção são possíveis nesse caso, além de verificar sempre a classificação de risco da instituição responsável pelo investimento.
Dicas finais!
No Clube U., reforçamos que o segredo do sucesso não é fugir das oscilações, mas construir uma estratégia que utilize a diversificação como escudo para todos esses tipos de riscos e outros. Saber diferenciar uma queda geral da economia de um problema específico de um ativo permitirá que você mantenha a calma e a disciplina para ver seu dinheiro crescer. Pense nisso!