04/02/2026
19h04
viajar para fora

Por muito tempo, viajar para fora do Brasil foi visto como um luxo distante, algo reservado apenas para quem ganha muito bem ou passa anos economizando. Mas essa ideia já não reflete totalmente a realidade.

Em muitos casos, o custo de uma viagem internacional pode ser igual ou até menor do que viajar dentro do próprio país, principalmente quando se compara com destinos turísticos brasileiros em alta temporada. O que faz a diferença não é apenas o valor da passagem, mas o custo de vida no destino, a forma de planejamento e as escolhas feitas antes e durante a viagem.

Por que viajar dentro do Brasil ficou tão caro?

O turismo interno no Brasil sofreu uma grande valorização nos últimos anos. Passagens aéreas, hospedagem, alimentação e passeios tiveram aumentos significativos, especialmente em destinos populares.

Em feriados e férias escolares, os preços sobem ainda mais, tornando uma viagem simples algo pesado para o orçamento.

Muitas vezes, uma semana em uma cidade turística brasileira custa o mesmo que, ou até mais do que, uma viagem internacional para países onde o custo diário é mais baixo. Esse contraste faz com que olhar para fora do Brasil deixe de ser exagero e passe a ser uma alternativa real.

Destinos internacionais com custo de vida mais baixo

Existem países onde alimentação, transporte e hospedagem são mais baratos do que em grandes cidades brasileiras.

Em partes da América do Sul, como Argentina, Bolívia e Colômbia, é possível comer bem fora, usar transporte público e se hospedar com conforto gastando menos do que se gastaria em destinos nacionais famosos.

Em alguns países da Europa Oriental e da América Central, o custo diário também surpreende positivamente, principalmente fora da alta temporada. O segredo está em escolher destinos menos óbvios, mas igualmente ricos em cultura e experiências.

Quando o sonho de viajar para fora encontra a realidade do planejamento

Viajar para fora não significa improvisar. A diferença de custo aparece quando há planejamento mínimo, como compra antecipada de passagens, escolha de hospedagens simples e atenção ao câmbio. Quem tenta organizar tudo de última hora pode acabar pagando caro e reforçando a ideia de que viajar para fora é inviável.

Já quem se planeja consegue diluir custos, aproveitar promoções e manter o orçamento sob controle. O sonho só vira realidade quando é tratado com estratégia, não apenas com impulso. Em muitos destinos internacionais mais baratos, comer fora é acessível, o transporte público funciona bem e os passeios culturais têm preços justos ou até são gratuitos.

Isso reduz bastante o gasto diário e permite aproveitar mais sem a sensação constante de estar gastando demais. Diferente de alguns destinos brasileiros, onde cada refeição fora pesa no bolso, em outros países o custo do dia a dia permite uma experiência mais leve financeiramente.

Viajar para fora também ensina a lidar melhor com dinheiro!

Além da experiência cultural, viajar para países com custo de vida diferente ajuda a enxergar o dinheiro de outra forma. O viajante passa a comparar preços, planejar melhor e entender o valor real das coisas.

Esse aprendizado muitas vezes volta junto na mala e influencia decisões financeiras depois da viagem. Viajar não é só gasto, também é aprendizado e mudança de perspectiva, especialmente quando feito com consciência e dentro da própria realidade financeira.

Com planejamento, escolhas conscientes e expectativas ajustadas, o sonho de viajar para fora pode caber no orçamento e ainda trazer aprendizados que vão muito além da viagem em si!

Sobre o Autor

Silvia Azevedo
Silvia Azevedo

Desde 2022 integra o time de conteúdo do Utua, produzindo materiais em diversos idiomas. Com vivência internacional na França e nos Estados Unidos, combina visão analítica e criatividade para promover soluções que unam resultados e impacto positivo.