consorcio imobiliario BB

Primeiramente, independente de qual tipo de empréstimo você escolha, os bancos sempre buscam garantias de que o acordo será honrado. 

Isso é completamente normal, pois, em contratos de prazos maiores, o banco não pode assumir um risco grande e simplesmente confiar na palavra de todas as pessoas. 

No caso de um empréstimo pessoal, como a pessoa não usa nada como garantia de que pagará o valor completo, os bancos cobram juros maiores.

Assim, o valor emprestado é pago de volta mais rapidamente, e os bancos recebem a mais por terem corrido esse risco. Esse plus serve para compensar o risco e, claro, também para terem certo lucro. 

Entendendo o empréstimo com imóvel de garantia

Nesse tipo de empréstimo, o cliente recebe o crédito solicitado, mas usa seu apartamento ou casa como garantia. Isso dá mais segurança ao banco de que não ficará no prejuízo, por isso, suas taxas são menores e os prazos maiores.

No mundo bancário, essa modalidade de empréstimo se chama home equity. 

Como já explicado, nos empréstimos pessoais, por conta do risco que os bancos correm, as taxas cobradas são mais altas. Entretanto, quando você dá algum bem como garantia, os riscos para os bancos diminuem.

Isso porque, caso você não consiga pagar as parcelas em dia, o bem é leiloado e seu valor é garantido ao banco como meio de cobrir o prejuízo e as despesas que teve. Por ter essa garantia, o banco cobra menos juros nesse tipo de empréstimo. 

Quando se usa um imóvel como garantia, passa a existir uma situação chamada de alienação fiduciária. Em resumo, ocorre um contrato entre o banco (ou instituição financeira) e o solicitante do empréstimo.

Nessa situação, o bem usado como garantia (no caso, o imóvel) passa para o nome da instituição financeira até que o contrato seja completamente quitado.

Certamente, mesmo que o imóvel esteja em nome do banco, você pode morar nele sem preocupações. O banco só pode solicitar sua saída caso você não pague o contrato no tempo devidamente acordado.

Ao fim, quando você pagar todas as parcelas, o bem volta para o nome novamente. 

Mais importante, saiba que você pode pegar até 60% do valor do bem em crédito. Ou seja, se seu imóvel vale R$100 mil, o banco pode te liberar até R$60 mil emprestados. 

Vale a pena usar meu imóvel de garantia para um financiamento?

Certamente! Desde que você saiba que consegue pagar as parcelas, é completamente válido realizar essa operação.

Isso porque, como dissemos acima, ao usar um bem como garantia, você paga juros menores e possui condições melhores.

Outra modalidade de empréstimo que possui juros baixos é o empréstimo consignado.

Nele, o banco retira o valor das parcelas diretamente da folha salarial da pessoa, ou seja, antes dela colocar as mãos em seu salário.

Justamente por isso, o banco possui garantia de que será pago e, assim, cobra baixas taxas. 

Ainda sim, acima de tudo, as menores taxas são quando você usa um imóvel de garantia!

Entretanto, lembre-se de que você deve fazer um planejamento financeiro antes de assinar um contrato, independente de usar algo como garantia ou não.

Afinal, se as parcelas extrapolarem sua condição de pagá-las, você ficará sem o bem colocado como garantia ou com seu nome sujo em órgãos de proteção ao crédito como o Serasa e o SPC.  

O que o Banco Central quer mudar nos empréstimos que usam imóveis como garantia?

Certamente, duas questões: quantidade de empréstimos cedidos e o direito de propriedade dos imóveis.

Quantidade de empréstimos cedidos

A atual legislação sobre alienação fiduciária determina que um imóvel pode ser atrelado a apenas um empréstimo (ou operação).  

O BC planeja mudar isso e fazer com que aqui seja da mesma forma que a hipoteca em outros países. Neles, você pode usar um imóvel como garantia para vários empréstimos simultaneamente. 

Essa é uma ótima oportunidade para aqueles que buscam por crédito, mas já estão usando seu bem como garantia de algum empréstimo.  

Direito de propriedade do imóvel

O Banco Central também está avaliando como pode fazer com que transferências de propriedades compartilhadas sejam viáveis. Isso funciona da seguinte forma: como se, no caso de diferentes empréstimos usando o mesmo imóvel como garantia, cada credor ficasse com “uma fatia” do imóvel, e não com toda a propriedade.

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