O golpe do consignado é um dos que mais prejudicam aposentados e pensionistas no Brasil, muitas vezes sem que a vítima perceba de imediato, já que o desconto some no meio de outros valores do holerite. E quando os descontos começam a aparecer e os valores não cobrem mais os gastos cotidianos, a preocupação vem à tona.
Por isso, a gente separou os tipos mais comuns de golpes do consignado, como costumam acontecer e o que observar para não cair numa fria, seja você quem recebe o benefício ou alguém que cuida das finanças de um familiar mais idoso. Fique com o Clube Utua até o final para proteger o seu dinheiro e patrimônio. Vamos lá?
Os tipos mais comuns de golpe do consignado
Um dos tipos mais frequentes de golpe do consignado é a contratação de empréstimo sem autorização, usando dados pessoais vazados ou obtidos a partir de uma simples ligação. Outro tipo bastante comum são os descontos de associações ou sindicatos que a pessoa nunca autorizou, com valores pequenos que passam despercebidos no extrato mês após mês.
Também existe o golpe da falsa portabilidade do consignado, quando o beneficiário é convencido a ‘limpar o nome’ com um refinanciamento do empréstimo anterior que, na prática, aumenta o prazo e o custo total da dívida, deixando a pessoa ainda mais endividada do que estava antes.
Como o golpe do consignado costuma acontecer?
O golpe do consignado geralmente começa com uma ligação, mensagem de WhatsApp ou SMS de alguém se passando por banco ou pelo próprio INSS, pedindo senha do Meu INSS, código de confirmação ou dados pessoais sob pretexto de atualização cadastral ou de liberação de um benefício extra.
A partir daí, o golpista consegue simular uma contratação em nome da vítima, e o desconto só aparece no holerite ou no extrato do benefício semanas depois, quando já é mais difícil reverter a situação sem ajuda formal.
O que mudou nas regras em 2026?
Para reduzir o golpe do consignado, o INSS passou a exigir validação por biometria facial na formalização do contrato, e ficou proibida a contratação por telefone ou aplicativos de mensagens, medida pensada justamente para dificultar a ação de golpistas que atuam por esses canais.
Ainda assim, criminosos continuam se adaptando, criando novas abordagens e se passando por atendentes oficiais, então a vigilância do próprio beneficiário, ou de quem cuida das finanças da família, continua sendo a principal linha de defesa contra esse tipo de fraude.
Sinais de alerta que merecem atenção
Alguns sinais ajudam a identificar uma tentativa de golpe do consignado antes que o prejuízo aconteça: contatos que criam urgência para você decidir na hora, pedidos de senha ou código por telefone, promessas de empréstimo com condições muito melhores do que o mercado costuma oferecer e insistência para que a contratação seja feita fora dos canais oficiais do banco ou do INSS.
Desconfiar desses sinais, mesmo quando quem liga parece simpático e conhece detalhes pessoais da vítima, é fundamental para não cair na conversa. Ou seja, mesmo que aquilo pareça educado e real, vale a pena analisar com calma e buscar os canais oficiais do seu banco para verificar se aquilo é real.
Cuidados essenciais para não cair no golpe
Para se proteger do golpe do consignado, nunca compartilhe sua senha do Meu INSS com ninguém, desconfie de qualquer urgência para assinar contrato e contrate empréstimos apenas por canais oficiais, como bancos autorizados e agências físicas conhecidas.
Vale também conferir o extrato do benefício todo mês, checar a margem consignável direto no aplicativo Meu INSS e, ao notar qualquer desconto que você não reconhece, denunciar imediatamente ao INSS, ao Procon ou à polícia para tentar reverter o prejuízo o quanto antes.
O que fazer se você já caiu no golpe?
Quem percebe um desconto suspeito relacionado ao golpe do consignado deve reunir o extrato do benefício, registrar boletim de ocorrência e procurar o INSS para solicitar o cancelamento do contrato e o ressarcimento dos valores descontados indevidamente.
Buscar apoio de um familiar de confiança ou de um órgão de defesa do consumidor também ajuda a organizar a documentação necessária e a acompanhar o andamento do pedido, tornando o processo menos solitário e mais seguro para quem já foi vítima dessa fraude.
Conversar abertamente sobre o assunto em casa, sem tratar o tema como tabu, também é uma forma eficaz de prevenção contra o golpe do consignado. Muitos idosos evitam contar que caíram em uma fraude por vergonha ou medo de julgamento, e esse silêncio só ajuda os golpistas a continuarem agindo livremente.
Quanto mais informação circula entre familiares e vizinhos, menor a chance de esse tipo de golpe se repetir com outra pessoa próxima. Por isso, esteja sempre atento aos novos golpes criados para deixar as vítimas cada vez mais vulneráveis e crédulas de que aquilo é real.